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Guatemala inaugura embaixada em Jerusalém

16 mai 2018
08h54
atualizado às 11h02
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A Guatemala inaugurou sua embaixada em Jerusalém nesta quarta-feira (16), dois dias depois de os Estados Unidos transferirem sua própria representação diplomática para a cidade disputada, uma medida que enfureceu os palestinos e provocou condenação internacional.

Premiê israelense, Benjamin Netanyahu, e presidente da Guatemala, Jimmy Morales, em Jerusalém 16/05/2018 Debbie Hill/Pool via Reuters
Premiê israelense, Benjamin Netanyahu, e presidente da Guatemala, Jimmy Morales, em Jerusalém 16/05/2018 Debbie Hill/Pool via Reuters
Foto: Reuters

Tropas israelenses mataram a tiros dezenas de manifestantes palestinos na fronteira com Gaza na segunda-feira, quando a abertura da embaixada dos EUA em Jerusalém, levada a cabo pelo governo do presidente norte-americano, Donald Trump, elevou a tensão depois de semanas de manifestações anti-Israel.

O presidente da Guatemala, Jimmy Morales, e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, compareceram à inauguração da embaixada em um complexo de escritórios no oeste de Jerusalém nesta quarta-feira.

"Não é uma coincidência que a Guatemala esteja abrindo sua embaixada em Jerusalém logo entre as primeiras. Vocês sempre estiveram entre os primeiros. Vocês foram o segundo país a reconhecer Israel", disse Netanyahu na cerimônia, referindo-se à fundação de seu país em 1948.

A Guatemala foi uma das poucas nações que apoiaram a decisão tomada por Trump em dezembro de reconhecer Jerusalém como a capital de Israel, e é somente o segundo país a transferir sua representação para a cidade sagrada. O Paraguai disse que transferirá sua embaixada de Tel Aviv a Jerusalém até o final de maio.

A determinação de Trump reverteu décadas de política externa dos EUA, contrariando o mundo árabe e aliados ocidentais.

O status de Jerusalém é um dos maiores obstáculos para um acordo de paz entre Israel e os palestinos, que desejam Jerusalém Oriental, capturada pelo Estado judeu na Guerra dos Seis Dias de 1967, como sua capital, e para isso contam com amplo respaldo internacional.

Israel vê toda a cidade, incluindo o setor oriental que anexou depois do conflito de 1967, como sua capital. O governo Trump disse que as fronteiras definitivas da metrópole devem ser decididas pelas duas partes.

A comunidade internacional não reconhece a soberania israelense sobre a totalidade da cidade e afirma que seu status final deve ser determinado em negociações de paz.

No dia em que Washington abriu sua embaixada em Jerusalém, soldados de Israel mataram 60 palestinos durante os protestos na fronteira com Gaza, o dia mais mortífero no enclave comandado pelo grupo islâmico Hamas desde o conflito de 2014 em Gaza.

Líderes palestinos dizem que, ao mudar sua embaixada, os EUA criaram incitamento e instabilidade na região e abdicaram de seu papel como mediadores da paz.

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