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Greve nacional do Equador aumenta pressão sobre inflexível Moreno

9 out 2019
15h13
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Manifestantes equatorianos realizaram uma greve nacional e se chocaram com forças de segurança nesta quarta-feira depois que o presidente Lenín Moreno se recusou a renunciar ou revogar medidas de austeridade que desencadearam os piores tumultos em uma década.

Manifestantes entram em confronto com forças de segurança durante protestos em Quito
09/10/2019 REUTERS/Carlos Garcia Rawlins
Manifestantes entram em confronto com forças de segurança durante protestos em Quito 09/10/2019 REUTERS/Carlos Garcia Rawlins
Foto: Reuters

Não havia trânsito nas ruas, e os negócios fecharam cedo em Quito e outras cidades durante a paralisação, o confronto mais recente na América Latina decorrente de reformas estruturais impopulares.

As forças de segurança dispararam gás lacrimogêneo para dispersar centenas de manifestantes que marchavam perto do palácio presidencial no centro da capital Quito.

Manifestações violentas ocorreram em toda a nação andina de 17 milhões de habitantes quando Moreno cortou os subsídios dos combustíveis, parte de um pacote de medidas alinhado a um empréstimo de 4,2 bilhões de dólares do Fundo Monetário Internacional (FMI).

"O que o governo tem feito é recompensar os grandes bancos, os capitalistas, e punir os equatorianos pobres", disse Mesias Tatamuez, líder do sindicato coletivo Frente Unida dos Trabalhadores.

O Conaie, principal grupo indígena que levou cerca de 6 mil membros de áreas vizinhas de Quito à capital, disse que o governo Moreno está se comportando como uma "ditadura militar" ao declarar um estado de emergência e estabelecer um toque de recolher noturno.

Manifestantes voltaram a montar barricadas com escombros nas ruas na manhã desta quarta-feira, e as próprias forças de segurança interditaram uma grande ponte na cidade litorânea de Guayaquil para impedir protestos.

Moreno, de 66 anos, que sucedeu o líder de esquerda Rafael Correa em 2017, transferiu o governo para Guayaquil, onde tem havido menos tumultos do que em Quito.

Ele defendeu suas medidas econômicas e desafiou os pedidos de renúncia.

"Não sei por que deveria se estou tomando as decisões certas", disse o presidente na noite de terça-feira, argumentando que a grande dívida e o déficit fiscal do país exigem reformas que apertem o cinto.

Há dias os manifestantes marcham e montam barricadas nas ruas com pneus em chamas. Jovens mascarados lançaram pedras contra as forças de segurança, que reagiram com gás lacrimogêneo e canhões de água.

As autoridades prenderam quase 700 pessoas em uma semana de distúrbios, e dezenas de policiais ficaram feridos.

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