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Governo Johnson se desculpa por festa antes de funeral de Philip

Premiê britânico enfrenta pressão cada vez maior para renunciar

14 jan 2022 11h08
| atualizado às 12h05
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O governo do Reino Unido pediu desculpas à rainha Elizabeth II nesta sexta-feira (14), após a revelação de que a equipe do premiê Boris Johnson fez duas confraternizações na véspera do funeral do príncipe Philip.

Entrada da sede do governo do Reino Unido, em Downing Street, Londres
Entrada da sede do governo do Reino Unido, em Downing Street, Londres
Foto: EPA / Ansa - Brasil

Além de ter ocorrido em um momento de luto pela morte do marido da soberana, as festas foram realizadas durante um lockdown devido à pandemia de Covid-19, em 16 de abril de 2021, quando socializações em ambientes fechados eram proibidas.

"É profundamente lamentável que isso tenha acontecido em um momento de luto nacional, e o governo se desculpou com o palácio", disse um porta-voz de Johnson.

Com direito a DJ e bebidas alcóolicas, as festas eram despedidas para o então chefe de comunicação do premiê, James Slack, e para um fotógrafo do governo, e foram reveladas pelo jornal Daily Telegraph.

No dia seguinte às confraternizações, a rainha apareceu sentada sozinha na igreja para o funeral de Philip, que teve apenas 30 convidados para respeitar as normas anti-Covid.

Johnson já está sob pressão para renunciar devido ao fato de ele próprio ter participado de uma festa na sede do governo em maio de 2020, durante o primeiro lockdown no Reino Unido. O escândalo forçou o premiê a se desculpar diante do Parlamento, mas a oposição insiste em sua saída, que também tem apoio de cinco deputados conservadores.

"Eu aceito minha responsabilidade. Fui ao jardim naquele dia e achei que era uma reunião de trabalho. Milhões de pessoas fizeram sacrifícios nos últimos meses, e eu entendo a raiva que possam sentir do meu governo", disse o primeiro-ministro na última quarta-feira (12).

Se 54 dos 360 deputados do Partido Conservador apresentarem uma carta de desconfiança contra Johnson, isso vai desencadear uma disputa interna pela liderança da legenda. "Existe um vácuo moral no coração do nosso governo", disse o parlamentar Andrew Bridgen, entusiasta do Brexit e que era um fiel aliado do premiê.

Já Slack, que hoje é vice-editor-chefe do tabloide The Sun, disse lamentar "profundamente" o episódio e que assume "toda a responsabilidade".

Ansa - Brasil   
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