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Governo interino da Bolívia fica dividido com saída de ministros por conta da economia

28 set 2020
19h53
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Divisões internas no governo interino da Bolívia levaram à saída do ministro da Economia e de outros dois ministros nesta segunda-feira, alimentando as incertezas sobre a recuperação econômica no país andino da pandemia do coronavírus.

Presidente interina da Bolívia, Jeanine Añez
13/03/2020
REUTERS/David Mercado
Presidente interina da Bolívia, Jeanine Añez 13/03/2020 REUTERS/David Mercado
Foto: Reuters

Óscar Ortiz saiu do comando da equipe econômica do governo, citando "diferenças profundas" e pressão vinda de pessoas próximas à presidente interina Jeanine Añez, uma ex-senadora conservadora que assumiu o poder no vácuo após as eleições consideradas fraudadas no ano passado.

A Bolívia caminha para a reedição da eleição no próximo dia 18 de outubro, em um processo que irá estabelecer a direção política do país rico em lítio e gás para os próximos anos. Recentemente, Añez retirou sua candidatura após aparecer muito atrás nas pesquisas de opinião. 

O país mergulhou em uma crise política no ano passado após acusações de fraude eleitoral provocarem protestos massivos por todo o país, levando à renúncia forçada do líder Evo Morales. Neste ano, a pandemia atingiu em cheio a economia do país. 

"Eu sempre irei colocar meus princípios em primeiro lugar, antes do meu interesse popular. Nenhum cargo, não importa o quão importante, justifica ir contra os princípios e ética que sempre guiaram minhas ações", disse Ortiz a jornalistas na segunda-feira. 

Os ministros do Trabalho e do Desenvolvimento também deixaram o governo, forçando Añez a indicar substitutos. Segundo informações, o ministro da Mineração também havia se demitido, mas voltou atrás em sua decisão.

Segundo reportagens, a questão seria que alguns ministros se recusaram a aceitar o plano de privatização da estatal energética ELFEC, que foi nacionalizada pelo governo do ex-presidente socialista Morales. 

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