0

França insinua que Itália financia "coletes amarelos"

Secretária secretária de Igualdade francesa cobrou divulgação de doadores para o movimento

10 jan 2019
13h14
atualizado às 14h35
  • separator
  • 0
  • comentários

A secretária de Igualdade da França, Marlène Schiappa, insinuou nesta quinta-feira (10) que "potências estrangeiras", inclusive a Itália, possam estar por trás de manifestações promovidas pelos "coletes amarelos", que causaram a pior crise do mandato do presidente Emmanuel Macron até o momento.

Em entrevista à rádio France Inter, Schiappa, que é bastante próxima ao chefe de Estado, questionou a rapidez com que uma vaquinha em apoio ao ex-boxeador Christophe Dettinger, flagrado agredindo um policial durante um protesto, arrecadou mais de 100 mil euros.

Protesto dos "coletes amarelos" em Paris, na França, em 6 de janeiro
Protesto dos "coletes amarelos" em Paris, na França, em 6 de janeiro
Foto: EPA / Ansa

Segundo a secretária, é preciso derrubar o sigilo sobre o nome dos doadores. "Minha questão é: Quem financia a violência? Quem financia os vândalos? [...] O fato de saber se há ou não potências estrangeiras financiando os vândalos e a violência urbana em Paris seria interessante, especialmente em relação às posições de certos responsáveis italianos", disse.

Schiappa fazia referência às manifestações de apoio dos vice-primeiros-ministros da Itália, Luigi Di Maio e Matteo Salvini, aos protestos dos "coletes amarelos", embora ambos tenha criticado episódios de violência. Eles lideram, respectivamente, o antissistema Movimento 5 Estrelas (M5S) e a ultranacionalista Liga, que governam o país desde junho.

Recentemente, Di Maio publicou um texto no blog do M5S oferecendo apoio aos "coletes amarelos", que protestam contra as políticas econômicas de Macron. O presidente da França, por sua vez, já disse ser o "principal adversário" do populismo na União Europeia.

Os dois países protagonizaram diversos embates desde a posse do novo governo em Roma, principalmente a respeito da crise migratória e da lei orçamentária italiana. Salvini já acusou Macron de favorecer as elites e de "se exceder no champanhe".

Veja também:

 

Ansa - Brasil   
  • separator
  • 0
  • comentários
publicidade