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França fechará Torre Eiffel e Louvre com medo de novos protestos

6 dez 2018
16h28
atualizado às 20h19
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A França fechará no próximo sábado a Torre Eiffel e outros marcos do turismo e recrutará milhares de agentes de segurança para evitar uma nova onda de protestos violentos na capital contra o custo de vida.

Policiais franceses diante da Torre Eiffel em Paris
 1/12/2018    REUTERS/Stephane Mahe
Policiais franceses diante da Torre Eiffel em Paris 1/12/2018 REUTERS/Stephane Mahe
Foto: Reuters

Com manifestantes do movimento "colete amarelo" convocando o "Ato IV" nas mídias sociais --um quarto fim de semana de protestos--, o primeiro-ministro Edouard Philippe disse que 89 mil policiais em todo o país serão mobilizados para impedir a repetição dos tumultos do último sábado, quando carros foram incendiados e lojas saqueadas na famosa avenida Champs Élysées.

Buscando recuperar a iniciativa após semanas de distúrbios civis, o governo parecia pronto para oferecer concessões.

Philippe disse ao Senado que está aberto a novas medidas para ajudar os trabalhadores com salários mais baixos, enquanto o ministro das Finanças, Bruno Le Maire, afirmou estar preparado para acelerar os cortes de impostos para as famílias e que ele quer que os bônus dos trabalhadores sejam isentos de impostos.

"Estou pronto para analisar todas as medidas que ajudem a elevar o pagamento daqueles que recebem salário mínimo, sem causar danos excessivos à nossa competitividade e negócios", disse Philippe.

A corrida para acalmar a ira pública começou com o recuo de Phillipe no aumento de impostos, a primeira grande reviravolta do governo de Emmanuel Macron.

No entanto, cinco dias após o pior distúrbio em Paris desde 1968, todos os sinais são de que o governo não conseguiu conter a revolta.

Uma repetição da violência do último sábado na cidade de Paris, que incluiu pichações anti-Macron no Arco do Triunfo, seria um duro golpe para a economia e levantaria dúvidas sobre a sobrevivência do governo.

Philippe disse que o Estado fará todo o possível para manter a ordem. Seis jogos de futebol da primeira divisão foram cancelados e as autoridades determinaram que vários museus, incluindo o Louvre, outros pontos turísticos, como a Torre Eiffel, lojas e restaurantes fechem.

"Não podemos correr o risco quando conhecemos a ameaça", declarou o ministro da Cultura, Franck Riester, à rádio RTL, acrescentando que os manifestantes de extrema-direita e extrema-esquerda planejavam se aproveitar das manifestações do grupo "colete amarelo".

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