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França enfrentará mês difícil com nova variante da Covid, alertam hospitais

20 jan 2021
11h54
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Uma variante mais infecciosa do coronavírus deve se espalhar rapidamente pela França no próximo mês, disseram chefes de hospitais nesta quarta-feira, aumentando o temor de outro lockdown, e já sem esperanças de que restaurantes e teleféricos de estações de esqui possam reabrir em breve.

Vacinação contra Covid-19 em Le Cannet, França
 19/1/2021  REUTERS/Eric Gaillard
Vacinação contra Covid-19 em Le Cannet, França 19/1/2021 REUTERS/Eric Gaillard
Foto: Reuters

Uma fonte do governo disse à Reuters que os restaurantes, que desde o final de outubro funcionam com serviços limitados de entrega, provavelmente não reabrirão como planejado em 1º de fevereiro. De acordo com a mídia francesa, seguirão fechados até o início de abril.

A fonte disse ainda que os teleféricos das estações de esqui provavelmente permanecerão fechados até o final da temporada. Os turistas podem visitar os resorts franceses, mas os teleféricos não funcionam desde o início da temporada.

Karine Lacombe, chefe de doenças infecciosas do hospital Saint Antoine em Paris, e Martin Hirsch, diretor-geral do sistema de hospitais de Paris, alertaram sobre as pressões que o sistema de saúde francês enfrenta no próximo mês.

Os dois lockdowns anteriores no ano passado tiveram como objetivo evitar que os hospitais ficassem sobrecarregados com pacientes de Covid-19.

"Sabemos que essa variante se espalha muito mais rapidamente e, acima de tudo, é mais infecciosa. Então, sim, achamos que ela mudará a dinâmica da pandemia nas próximas semanas", disse Lacombe à TV BFM.

A disseminação dessa variante, detectada pela primeira vez na Inglaterra, levou Reino Unido, Alemanha e Irlanda a impor novo lockdown.

A França tem evitado essa medida por enquanto - optando por um toque de recolher nacional às 18h - mas membros do governo alertaram que não está fora de questão.

Os números da Covid-19 em 19 de janeiro mostraram que a média móvel de sete dias de novas infecções aumentou para 18.820, a maior desde 23 de novembro.

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