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Forças russas matam militantes do Estado Islâmico que fizeram agentes reféns em prisão

16 jun 2024 - 16h12
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Forças especiais russas libertaram dois guardas penitenciários e mataram a tiros seis presos ligados ao grupo militante Estado Islâmico que tinham feito os agentes de reféns em um centro de detenção na cidade de Rostov, no sul da Rússia, neste domingo, informou a mídia local.

A imprensa estatal disse que alguns dos homens foram condenados por crimes de terrorismo e acusados de filiação ao Estado Islâmico, que assumiu a responsabilidade por um ataque mortal a uma sala de concertos de Moscou em março.

Os seis militantes, um deles usando uma faixa na cabeça com a bandeira do Estado Islâmico que trazia uma inscrição em árabe, derrubaram grades de janelas e desceram vários andares usando uma corda antes de manterem os guardas reféns com uma faca e um machado de fogo.

Em vídeo publicado pelo canal 112 do Telegram, um deles foi mostrado brandindo uma faca ao lado de um dos guardas amarrados em Rostov-on-Don. Nas negociações com as autoridades, eles exigiram saída da prisão.

Mas as forças especiais russas decidiram invadir a prisão. Pode ser escutada uma troca de tiros intensa nos vídeos publicados nos canais russos do Telegram. O canal 112 mostrou os seis mortos em poças de sangue.

"Os criminosos foram eliminados", afirmou o Serviço Penitenciário Federal da Rússia em comunicado, informando que foi realizada uma "operação especial" para libertar os reféns.

"Os funcionários que estavam mantidos como reféns foram libertados. Eles não ficaram feridos", disse o serviço penitenciário.

As imagens também mostraram ambulâncias entrando no complexo.

O Estado Islâmico, um grupo militante muçulmano sunita, foi derrotado no Iraque e na Síria por uma combinação de forças lideradas pelos EUA, combatentes curdos e soldados russos, iranianos e sírios. Ele se estilhaçou e se desdobrou em diferentes grupos regionais que reivindicaram uma série de ataques mortais em todo o mundo.

O Estado Islâmico Khorasan (ISIS-K), nomeado em homenagem a um antigo termo que designava uma região que incluía partes do Irã, Turcomenistão e Afeganistão, assumiu a responsabilidade pelo ataque de março à casa de shows Crocus, nos arredores de Moscou, que matou 145 pessoas.

De acordo com a mídia russa, os militantes eram da república da Inguchétia, no sul da Rússia, e três deles foram detidos em 2022 por planejarem um ataque a um tribunal em outra república russa, Karachay-Cherkessia.

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