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Forças israelenses avançam na cidade de Rafah em meio a impasse na diplomacia

13 jun 2024 - 10h15
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Tanques israelenses avançaram mais profundamente na área oeste de Rafah, em meio a uma das piores noites de bombardeios aéreos, terrestres e marítimos, forçando muitas famílias a fugirem de suas casas e barracas sob a escuridão, disseram moradores nesta quinta-feira.

Os moradores disseram que as forças israelenses avançaram em direção à área de Al-Mawasi, em Rafah, perto da praia, que é designada como área humanitária em todos os anúncios e mapas publicados pelo Exército israelense desde o início da ofensiva em Rafah, em maio.

As Forças Armadas israelenses negaram, em comunicado, que tenham lançado qualquer ataque dentro da zona humanitária de Al-Mawasi.

Israel disse que seu ataque tinha como objetivo eliminar as últimas unidades de combate intactas do Hamas em Rafah, uma cidade que abrigava mais de um milhão de pessoas antes do início do mais recente avanço. A maioria dessas pessoas já se deslocou para o norte, em direção a Khan Younis e Deir Al-Balah, na região central da Faixa de Gaza.

Os militares israelenses disseram em um comunicado que estavam dando continuidade às "operações direcionadas e baseadas em inteligência" em Rafah, afirmando que as forças no último dia haviam localizado armas e matado atiradores palestinos em combate a curta distância.

Israel descartou a possibilidade de paz até que o Hamas seja erradicado, e grande parte de Gaza está em ruínas. Mas o Hamas tem se mostrado resistente, com militantes ressurgindo para lutar em áreas onde as forças israelenses já haviam declarado tê-los derrotado e se retirado.

PROPOSTA DE CESSAR-FOGO

O grupo recebeu bem uma nova proposta de cessar-fogo dos Estados Unidos, mas fez algumas alterações, reafirmando sua posição de que qualquer acordo deve garantir o fim da guerra, uma demanda que Israel ainda rejeita.

Israel descreveu a resposta do Hamas à nova proposta de paz dos EUA como uma rejeição total. Mas os esforços para garantir o acordo ainda continuam, de acordo com os mediadores do Catar e do Egito, apoiados pelos Estados Unidos.

Desde uma breve trégua de uma semana em novembro, as repetidas tentativas de organizar um cessar-fogo fracassaram, com o Hamas insistindo em um fim permanente da guerra e na retirada total de Israel de Gaza.

O Hamas precipitou a guerra quando militantes invadiram Gaza em um ataque relâmpago em 7 de outubro, matando cerca de 1.200 pessoas e levando mais de 250 reféns ao enclave, de acordo com os registros israelenses.

Desde então, a invasão e o bombardeio de Gaza por Israel já mataram pelo menos 37.000 pessoas, de acordo com o Ministério da Saúde do território. Teme-se que outros milhares estejam enterrados sob os escombros, e a maior parte da população de 2,3 milhões de pessoas está desabrigada.

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