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FMI fará reunião informal sobre socorro à Argentina

Mauricio Macri pediu ajuda para conter escalada do dólar

17 mai 2018
20h44
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O conselho do Fundo Monetário Internacional (FMI) fará uma reunião informal nesta sexta-feira (18) para discutir o pedido de socorro feito pelo presidente da Argentina, Mauricio Macri.

Protestos de professores e estudantes contra políticas econômicas de Mauricio Macri
Protestos de professores e estudantes contra políticas econômicas de Mauricio Macri
Foto: EPA / Ansa - Brasil

Segundo o porta-voz do FMI, Gerry Rice, o encontro servirá para a apresentação de detalhes sobre a situação do país, que convive mais uma vez com uma aguda crise cambial. Após a reunião, começará a "próxima fase" das negociações com o governo argentino.

"O FMI pode se mover rapidamente nessas situações, e queremos nos mover rapidamente, como disse a diretora-geral Christine Lagarde", ressaltou Rice. "Queremos apoiar as prioridades da Argentina", acrescentou.

Macri recorreu ao FMI - contrariando uma promessa de campanha - após uma nova escalada do dólar, que já superou a barreira de 24 pesos. Recentemente, o Banco Central do país aumentou sua taxa básica de juros para 40% para tentar conter a alta, mas a medida já parece obsoleta.

O dólar vem se valorizando em todo o mundo nos últimos meses, devido à expectativa por uma alta dos juros nos Estados Unidos, o que tornaria títulos norte-americanos mais atrativos para investidores. No caso argentino, contribui para agravar a situação a inflação galopante e a corrida aos dólares por parte de poupadores.

A Argentina pagou sua dívida com o FMI em 2005, durante o mandato de Néstor Kirchner, que, assim como sua esposa e sucessora, Cristina, proibia visitas do fundo para auditar a economia do país.

Ansa - Brasil   

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