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Filho de Biden quebra silêncio sobre 'caso Ucrânia'

Hunter negou ter cometido quaisquer irregularidades

15 out 2019
10h35
atualizado às 10h59
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Hunter Biden, filho do pré-candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos Joe Biden, quebrou o silêncio sobre o "caso Ucrânia" nesta terça-feira (15) e chamou de "ridículas" as acusações de Donald Trump de que ele teria cometido ilegalidades enquanto seu pai estava na Casa Branca.

Joe Biden e seu filho, Hunter, durante jogo de basquete em Washington, em janeiro de 2010
Joe Biden e seu filho, Hunter, durante jogo de basquete em Washington, em janeiro de 2010
Foto: EPA / Ansa - Brasil

Em 2016, o ex-vice de Barack Obama pressionou pela demissão de um procurador ucraniano que era tido como corrupto pelos EUA e pela União Europeia, mas que na época investigava uma empresa de energia que tinha Hunter como conselheiro.

Trump questiona os motivos por trás da pressão de Biden sobre Kiev e ainda acusa o filho do pré-candidato de ter feito negócios na China durante uma viagem oficial de seu pai. O republicano pressionou a Ucrânia a investigar os Biden e também pediu publicamente para a China apurar sua suspeita.

A pressão de Trump sobre Kiev motivou a abertura de um inquérito de impeachment na Câmara dos Representantes, que é dominada pelo Partido Democrata, por suspeita de abuso do poder do cargo para fazer um líder estrangeiro investigar um adversário político.

Em sua primeira entrevista sobre o assunto, transmitida nesta terça pela emissora ABC, Hunter admitiu que "pode ter cometido um erro" ao não ter previsto as possíveis repercussões políticas de suas ações sobre seu pai, nas negou qualquer irregularidade.

"Eu cometi um erro baseado em algum tipo de lapso ético? Absolutamente, não", declarou Hunter, afirmando também que não teria sido nomeado conselheiro de uma empresa ucraniana se não fosse filho do então vice-presidente dos EUA. Ele, no entanto, garantiu nunca ter discutido assuntos de negócios com Biden.

Segundo Hunter, adversários políticos de seu pai, incluindo Trump, disseminaram uma "ridícula teoria da conspiração" sobre seu trabalho. "Dei gancho para algumas pessoas muito antiéticas agirem de maneira ilegal para tentar prejudicar meu pai. Esse foi meu erro, então assumo total responsabilidade por isso. Fiz algo impróprio? Não, de modo algum", afirmou.

A entrevista foi transmitida no mesmo dia do quarto debate das primárias democratas para a Presidência e no momento em que seu pai tem a liderança nas pesquisas ameaçada pela senadora Elizabeth Warren.

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