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Ferrari com direção autônoma seria 'triste', diz presidente

John Elkann ressaltou que o espírito da marca é dirigir o carro

24 set 2021 08h44
| atualizado às 08h56
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O presidente da Ferrari, John Elkann, afirmou nesta sexta-feira (24) que seria "triste" a montadora desenvolver um carro de direção autônoma.

John Elkann participa com Elon Musk de evento de tecnologia em Turim, na Itália
John Elkann participa com Elon Musk de evento de tecnologia em Turim, na Itália
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

A declaração foi dada pelo executivo durante um evento de tecnologia em Turim, norte da Itália, após ele ter sido questionado sobre o assunto por um jornalista.

"Seria triste. O espírito da Ferrari é justamente aquele de poder dirigi-la", disse Elkann. O presidente reconheceu que a direção autônoma vai "colonizar grande parte" do mundo automotivo, mas argumentou que os "garanhões e as corridas hípicas" não desapareceram com o surgimento dos carros.

"Os cavalos e as carroças sumiram [das ruas], mas as corridas hípicas continuam existindo e são muito apreciadas. A Ferrari já está bem posicionada e deve continuar sendo aquilo que é", acrescentou.

No passado, a montadora de Maranello também chegou a mostrar reticência quanto aos carros elétricos, mas hoje trabalha no projeto de seu primeiro modelo 100% eletrificado, que deve chegar ao mercado em 2025.

Em maio de 2019, a Ferrari já lançou seu primeiro carro híbrido, a SF90 Stradale, que também é o modelo mais veloz da história da marca.

Ansa - Brasil   
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