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Extrema direita pode se beneficiar de nova eleição na Itália

Liga é o único partido em alta nas pesquisas

28 mai 2018 16h56
| atualizado às 17h59
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O secretário da ultranacionalista Liga, Matteo Salvini, poderia ser o grande beneficiado caso a Itália tenha eleições antecipadas no segundo semestre deste ano.

Eleições podem dar mais assentos no Parlamento ao partido de Matteo Salvini
Eleições podem dar mais assentos no Parlamento ao partido de Matteo Salvini
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

De acordo com o último levantamento realizado no país, pelo Instituto Demopolis, o partido de extrema direita tem 24% do eleitorado, sete pontos a mais que os 17% registrados nas eleições legislativas de 4 de março.

Parte desse crescimento seria obtido em cima do moderado Força Itália (FI), presidido por Silvio Berlusconi e aliado da Liga. O partido sairia dos 14% de quase três meses atrás para apenas 11%. Com isso, Salvini reforçaria ainda mais seu papel de líder da direita italiana.

Outro que perderia votos é o Partido Democrático (PD), de centro-esquerda. A legenda de Matteo Renzi e Paolo Gentiloni teve cerca de 19% dos votos em 4 de março, mas a pesquisa do Demopolis dá ao PD apenas 17% atualmente.

Já o antissistema Movimento 5 Estrelas (M5S) se mantém estável em 32,5%, o que lhe dá o título de partido mais popular da Itália. A sondagem foi conduzida entre 22 e 23 de maio, antes de naufragar a hipótese de um governo M5S-Liga, e ouviu 1,5 mil eleitores.

Uma pesquisa feita pouco antes, pelo instituto Noto Sondaggi, mostra resultados semelhantes, mas com uma queda do movimento antissistema, com 30%. Em seguida aparecem Liga, com 25%; PD, com 16%; e FI, com 12%.

Ansa - Brasil   
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