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EXCLUSIVO-Cidades querem impulsionar luta climática e desenvolvimento sustentável na ONU

16 set 2019
16h54
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Enquanto alguns líderes globais questionam se o mundo está enfrentando uma crise climática, várias cidades estão trabalhando para combater o aquecimento global e promover o desenvolvimento sustentável, e na próxima semana vão prometer relatar seus progressos à Organização das Nações Unidas (ONU).

Secretário-geral da ONU, António Guterres
01/08/2019
REUTERS/Brendan McDermid
Secretário-geral da ONU, António Guterres 01/08/2019 REUTERS/Brendan McDermid
Foto: Reuters

Dezesseis cidades se comprometerão a implantar metas globais para acabar com a pobreza, a desigualdade e outros desafios até 2030 durante a reunião anual de líderes mundiais na ONU, e assinarão uma declaração voluntária esboçada pela cidade de Nova York.

    O conjunto de 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, aprovados por unanimidade pela 193 nações-membros da ONU em 2015, é uma lista abrangente de tarefas, abordando temas como conflitos, fome, degradação de terras, igualdade de gêneros e mudança climática.

    "Estamos vivendo em uma época na qual governos nacionais estão abdicando de sua responsabilidade em questões urgentes. É por isso que as cidades estão tomando a iniciativa", disse a comissária de Assuntos Internacionais da cidade de Nova York, Penny Abeywardena.

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que descreveu o aquecimento global como uma farsa, golpeou duramente os esforços liderados pela ONU para combater a mudança climática ao retirar seu país do histórico acordo climático de Paris de 2015.

    O presidente Jair Bolsonaro também tem expressado dúvidas quanto à questão de a mudança climática ser ou não provocada pelo homem e é ambivalente quanto ao acordo de Paris, mas recuou de uma promessa de campanha de romper com o pacto.

    Quando indagado sobre a posição de Trump a respeito da mudança climática, o secretário-geral da ONU, António Guterres, disse aos repórteres na sexta-feira que existe "um comprometimento extraordinário com a ação climática" na sociedade norte-americana.

    "Governos têm muito menos influência do que as pessoas podem imaginar", disse ele durante uma visita às Bahamas, devastada recentemente por um furacão. "A influência é hoje, cada vez mais em relação à mudança climática, a respeito do que cidades, empresas e comunidades fazem."

    Neste ano, Nova York, Bristol, Buenos Aires, Helsinque, Los Angeles, Taipei, Santana do Parnaíba e o Estado mexicano de Oaxaca relataram avanços no desenvolvimento sustentável.

    Nova York, Helsinque, Buenos Aires e outras 13 cidades serão as primeiras a assinarem uma declaração na próxima semana, na qual as cidades se comprometem "a usar a estrutura das MDS (metas de desenvolvimento sustentável) para fazer nossa parte para ajudar a acabar com a pobreza extrema, combater a desigualdade e a injustiça, e trabalhar para evitar os efeitos nocivos das mudanças climáticas até 2030".

As outras cidades que pretendem assinar a declaração são Acra, em Gana; Barcelona, na Espanha; Bristol, no Reino Unido; Cidade do Cabo, na África do Sul; Freetown, em Serra Leoa; Kazan, na Rússia; Los Angeles, nos EUA; Malmo, na Suécia; Mannheim, na Alemanha; Montevidéu, no Uruguai; Prefeitura de Barcarena, no Brasil; Santa Ana, na Costa Rica, e Santa Fé, na Argentina. 

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