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Ex-premiê é indicado para formar governo no Líbano

Saad Hariri já renunciou uma vez após protestos populares

22 out 2020
08h44
atualizado às 08h56
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Cerca de dois meses depois da explosão que devastou o porto de Beirute e dos protestos contra a classe política no Líbano, o ex-primeiro-ministro Saad Hariri foi designado nesta quinta-feira (22) para formar um novo governo.

Forçado a renunciar há cerca de um ano, Saad Hariri foi escolhido para aplacar crise política no Líbano
Forçado a renunciar há cerca de um ano, Saad Hariri foi escolhido para aplacar crise política no Líbano
Foto: EPA / Ansa - Brasil

Líder do Movimento Futuro, Hariri foi premiê entre novembro de 2009 e junho de 2011 e entre dezembro de 2016 e janeiro de 2020, quando entregou o cargo em meio a uma onda de protestos populares contra a incapacidade do establishment político.

No entanto, devido às dificuldades em se formar um novo governo após a explosão de Beirute, Hariri se tornou novamente uma figura de consenso entre as lideranças políticas libanesas. O embaixador na Alemanha, Mustapha Adib, chegou a ser encarregado pelo presidente Michel Aoun, mas não conseguiu costurar um acordo.

Hariri, 50 anos de idade, entrou para a política após o assassinato de seu pai, o ex-primeiro-ministro Rafiq Hariri, em 2005. Sua imagem, no entanto, foi desgastada pela falta de reformas em um país engessado pelo sectarismo político - o presidente é sempre um cristão maronita; o premiê, um muçulmano sunita; e o chefe do Parlamento, um muçulmano xiita.

O sucessor de Hariri em seu segundo mandato, Hassan Diab, renunciou ao cargo em agosto passado, em meio aos protestos contra a classe política em função da explosão que devastou a área portuária de Beirute e deixou mais de 200 mortos.

O epicentro da tragédia foi um galpão que armazenava 2.750 toneladas de nitrato de amônio, substância geralmente usada em fertilizantes e inseticidas, mas também em explosivos. A carga havia sido apreendida no fim de 2013, mas, apesar dos apelos das autoridades alfandegárias para removê-la do porto, permaneceu estocada sem respeitar padrões mínimos de segurança.  

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Ansa - Brasil   
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