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Ex-militar dos EUA admite roubo de U$200 mil de fundo de contraterrorismo

14 jan 2020
14h08
atualizado às 14h35
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Um ex-membro das forças especiais do Exército dos Estados Unidos admitiu ter conspirado com quatro outros para roubar 200 mil dólares de dinheiro do governo destinado a combater o terrorismo no Afeganistão, e pode pegar 15 anos de prisão, disseram procuradores federais.

O ex-sargento de primeira classe William Chamberlain, de 46 anos, confessou a conspiração e a receptação de propriedade governamental roubada em um tribunal federal da Carolina do Norte depois de refutar as acusações durante anos, segundo os procuradores.

Quatro outros soldados --que, como Chamberlain, pertenceram ao 3º Grupo das Forças Especiais do Forte Bragg, na Carolina do Norte, e serviram no Afeganistão-- admitiram sua culpa em 2014, enquanto Chamberlain planejava se defender em um julgamento.

Depois que Chamberlain argumentou que precisava ter acesso a informações sigilosas para preparar sua defesa, o juiz se pronunciou contra ele por considerar que tais informações não seriam úteis para sua defesa, de acordo com um comunicado do gabinete da Procuradoria do distrito leste da Carolina do Norte.

Os cinco réus foram acusados de roubar 200 mil dólares entre julho de 2009 e janeiro de 2010, quando estavam juntos no Afeganistão.

Eles tiveram acesso a fundos sigilosos disponibilizados às Forças Especiais em apoio a operações de contraterrorismo, além de dinheiro destinado a comprar suprimentos e auxiliar projetos humanitários, como construiu estradas, escolas e clínicas médicas, disseram procuradores.

Eles converteram o dinheiro roubado em ordens de pagamento postais compradas em agências do correio no Afeganistão, enviaram dinheiro a parentes pelo correio ou levaram dinheiro de volta para casa depois de serem dispensados, sempre de acordo com os procuradores.

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