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G8 vaticano estuda medidas para reformar Banco do Vaticano

18 fev 2014
16h50

O G8 vaticano, o conselho dos oito cardeais nomeados pelo papa Francisco para ajudá-lo na reforma da Cúria Romana, estudou nesta terça-feira o problema que "poderia ter afetado no passado" o banco da Santa Sé, e propôs "orientações" para sua renovação.

O diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, padre Federico Lombardi, afirmou na entrevista coletiva posterior a reunião do pontífice com os oito cardeais, que durou mais de três horas, que o tema foi a análise do Instituto para as Obras de Religião (IOR), conhecido como o Banco do Vaticano, que, por diversos motivos, foi incluído na lista negra das instituições financeiras.

Segundo ele, os trabalhos serão desenvolvidos em uma "atmosfera de notável interesse por parte dos cardeais" e com grande profundidade com relação ao Ior.

O eixo central das tarefas de hoje, de acordo com o diretor, foram "as questões que afetam às instituições da Santa Sé e sua relação com a missão da Igreja no mundo", sem limitar-se a considerar a efetividade econômica do Ior em um horizonte limitado.

Lombardi afirmou que foram estudados "de modo articulado e amplo a realidade do Ior e os problemas que podem ter ocorrido no passado". Além disso, segundo ele, foram sugeridas algumas possíveis orientações para sua renovação e replanejamento.

A comissão apresentou ao pontífice um relatório "completo e aprofundado" sobre possíveis medidas a tomar, sem que haja, por enquanto, decisão alguma por parte do G8 vaticano. Trata-se da segunda sessão da terceira rodada de reuniões convocadas pelo papa Francisco em 13 de abril do ano passado.

Lombardi informou que o papa ainda não se manifestou sobre "quando nem como" será concluído o trabalho da comissão.

O pontífice não estará presente nos trabalhos de amanhã do G8 vaticano, já que estará na audiência geral das quartas-feiras.

Durante os atos de lembrança ao Tratado de Latrão (1929) que reconheceu o Vaticano como Estado independente, o secretário de Estado Pietro Parolin, ressaltou que os trabalhos da comissão "continuam bem e sob um clima muito bom". Diante das perguntas sobre a existência da possibilidade do Ior ser fechado, ele preferiu não fazer comentários.

Fundado 1942 por Pio XII, o Banco do Vaticano tem personalidade jurídica própria e o Vaticano como única sede.

EFE   
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