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Letônia: desabamento de telhado de supermercado mata ao menos 51

22 nov 2013
01h22
atualizado às 18h40
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Pelo menos 51 pessoas morreram, enquanto cinco pessoas ainda permaneciam esta sexta-feira sob os escombros, depois do desabamento, na noite passada, do teto de um supermercado no subúrbio de Riga, capital da Letônia, segundo a polícia e o prefeito da cidade, Nils Usakovs. "O número de mortos subiu para 51", declarou à AFP Toms Sadovskis, porta-voz da polícia nacional.

Equipes trabalham removendo os escombros atrás de mais vítimas da tragédia
Equipes trabalham removendo os escombros atrás de mais vítimas da tragédia
Foto: AP

"Segundo as últimas informações, cinco pessoas ainda estão sob os escombros", escreveu em um post no microblog Twitter o prefeito da capital letã, Nils Usakovs. Anteriormente, o prefeito havia estimado que ainda haveria "muito provavelmente 30 pessoas" debaixo dos escombros. "Nós esperamos ainda haver sobreviventes, mas 24 depois, as chances não são muito altas", afirmou à AFP.

Segundo a polícia, mais de quarenta pessoas feridas foram encaminhadas para hospitais da região. Entre as vítimas estão três bombeiros, que morreram em um segundo desabamento durante as tarefas de resgate.

O teto do estabelecimento desabou no momento em que centenas de clientes faziam compras. As autoridades não quiseram fazer uma estimava quanto ao número de pessoas presas nos escombros. "Não queremos divulgar nenhuma informação que não seja 100% segura", declarou à AFP um porta-voz da polícia, Toms Sadovskis.

O supermercado está localizado no bairro de Zolitude, na periferia de Riga, e crianças de uma escola próxima podem estar entre as vítimas.

Bombeiro ferido é resgatado dos escombros do supermercado
Bombeiro ferido é resgatado dos escombros do supermercado
Foto: Reuters

A catástrofe é uma das mais graves no país desde que a ex-república soviética recuperou a independência, em 1991. As autoridades informaram que muitos corpos ainda não foram identificados e pediram ajuda a todos que não receberam notícias de seus parentes e acreditam que poderiam estar no supermercado.

O desabamento aconteceu na noite de quinta-feira, quando o supermercado Maxima. "Até o momento ignoramos as causas do acidente. Foi uma noite trágica", afirmou o porta-voz dos serviços de emergência, Viktorija Sembele.

A polícia, no entanto, trabalha com três hipóteses: "a primeira sobre a concepção do prédio, a segunda sobre os métodos de sua construção e a terceira sobre novos elementos que foram instalados no teto", explicou.

O teto do centro comercial desabou sobre uma superfície de quase 500 metros quadrados. O segundo andar desmoronou sobre as primeiras equipes de resgate que chegaram ao local.

Quase 200 socorristas, apoiados por militares, trabalharam durante toda a noite nos escombros. Dois sobreviventes foram resgatados pouco depois da meia-noite, o que aumentou as esperanças das autoridades.

"Continuamos trabalhando com nossa capacidade máxima, mas a situação é extremamente perigosa", disse o diretor dos serviços de resgate, Oskars Abolins. "Vamos continuar durante todo o dia com a ação de resgate", completou.

A polícia iniciou uma investigação para tentar determinar as causas da tragédia, anunciou o primeiro-ministro Valdis Dombrovskis.

O supermercado, explorado pela rede Maxima Latvia, a segunda mais importante do país, foi construído em 2011 e havia sido selecionado para um prêmio de arquitetura. O teto do centro comercial estava em obras para ser transformado em um jardim suspenso, segundo o funcionário da prefeitura Juris Radzevics.

"O projeto foi apresentado de acordo com as leis, mas naturalmente nós vamos verificar se todos os materiais e as obras estavam de acordo com as normas", declarou Radzevic ao canal de televisão LNT.

A rede Maxima anunciou em seu site oficial que o grupo estava "angustiado e comovido" com a catástrofe, mas que ainda não conhecia as causas e estava à disposição das autoridades para fornecer "todas as informações" necessárias.

O vice-prefeito de Riga, Andris Ameriks, chegou a citar uma "explosão", mas não explicou a natureza da explosão.

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
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