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A jovem italiana que sobreviveu a 3 atentados terroristas

Ela estava em Paris, Bruxelas e Estrasburgo nos dias de ataques

13 dez 2018
17h21
atualizado às 17h35
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A italiana Giorgia Ranzato comemorou nesta quarta-feira (12) seus 25 anos. Motivos para festa não faltam: ela já "escapou" de três atentados terroristas na vida, sendo que o último deles ocorreu em Estrasburgo, na França na última terça-feira (11).

Foto: Reprodução

O primeiro caso foi em janeiro de 2015. Ranzato havia acabado de chegar a Paris, onde iniciaria um programa de intercâmbio. Ao chegar ao apartamento em que iria morar, soube do ataque à redação do jornal satírico francês "Charlie Hebdo", que foi invadido por terroristas que mataram 12 pessoas.

A jovem também estava em Bruxelas em 2016, quando a cidade foi atingida por três explosões reivindicadas pelo grupo jihadista Estado Islâmico. O atentado causou 35 mortes. "Eu estava na cidade havia apenas dez dias, para um estágio na União Europeia. Naquela manhã, minha prima estava vindo do aeroporto, chegando em casa para a Páscoa. Uma das duas bombas explodiu e ela se salvou por pouco. Eu ainda estava em casa quando soube que ela estava bem", disse a jovem ao jornal italiano Corriere della Sera.

"Mesmo assim, eu pensei que era seguro pegar o metrô para chegar ao meu escritório. Estava na zona de Maelbeck (estação onde ocorreu uma das explosões) e estava descendo as escadas do metrô quando um telefonema me fez parar: era a explosão de uma terceira bomba, após as duas anteriores no aeroporto e no metrô. Se tivesse descido, teria arriscado ser atingida. Em duas estações, estaria lá", relata.

Giorgia Ranzato trabalha atualmente em Estrasburgo na França, local de um atentado a tiros na última terça-feira (11) em um mercado de Natal, que terminou com a morte de três pessoas. "Às 20h, estávamos em uma reunião e, por ironia, o tema do grupo de social-democratas era terrorismo. A reunião foi interrompida por uma deputada que deu a noticia de que o ataque estava em curso. As operações começaram com a evacuação de todos os deputados, escoltados pela polícia nos carros do Parlamento, depois os funcionários e assistentes foram retirados. Cheguei à casa em que me hospedava às 4 da manhã", descreve.

"Na noite seguinte, pensei: 'agora chega, não é possível!' Mas estou completamente convencida que não se pode viver com medo. Não são coisas previsíveis, então é inútil ficar preso em casa. Tudo bem que foi a terceira vez...", brinca.

Ansa - Brasil   
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