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Fiança de acusado de matar mulher em lua-de-mel é de 250 mil libras

8 dez 2010 - 14h39
(atualizado às 15h22)
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Um britânico acusado de mandar matar a mulher durante a lua-de-mel na África do Sul foi preso nesta quarta-feira na Grã-Bretanha.

A fiança para libertar Shrien Dewani, acusado de ter mandado matar a mulher, foi estabelecida em 250 mil libras
A fiança para libertar Shrien Dewani, acusado de ter mandado matar a mulher, foi estabelecida em 250 mil libras
Foto: AP

A sueca Anni Dewani, de 28 anos, foi morta no mês passado após ser sequestrada dentro de um táxi quando passava com o marido, Shrien, por uma favela na periferia da Cidade do Cabo.

Na terça-feira, o motorista de táxi sul-africano Zola Tongo disse à Justiça local que Shrien Dewani, de 31 anos, teria pago a ele 15 mil rands (cerca de R$ 3.640) para matar sua mulher.

A família de Dewani afirmou que as acusações contra ele são "totalmente absurdas".

Ele foi preso na Grã-Bretanha após um pedido de extradição feito pelos promotores do caso na África do Sul.

Segundo um porta-voz da polícia britânica, Dewani se apresentou voluntariamente a uma delegacia em Bristol.

Foi definida uma fiança de 250 mil libras (R$ 667 mil) para libertar o suspeito. Entre as exigências da Justiça para ele ser libertado, está o uso de um aparelho de monitoramento eletrônico e a permanência de Dewani em Bristol.

Cúmplices

O taxista Tongo foi condenado na última terça-feira a 18 anos de prisão após um acordo com a Justiça para confessar o crime.

Ele foi indiciado por assassinato, sequestro, roubo com circunstâncias agravadoras e obstrução à Justiça.

Duas outras pessoas, Xolile Mnguni, e Mziwamadoda Qwabe, são acusados de cumplicidade no crime e devem ser julgados por assassinato, roubo agravado e sequestro.

Anni Dewani foi sequestrada no dia 13 de novembro quando passava de táxi com o marido pela favela Gugulethu, perto da Cidade do Cabo.

Shrien disse ter sido libertado pelos sequestradores pouco depois, sem ferimentos. O corpo da mulher foi encontrado no dia seguinte, com ferimentos no peito e no rosto.

O marido retornou à Grã-Bretanha após o assassinato e sempre negou envolvimento com a morte da mulher, com quem havia se casado apenas duas semanas antes.

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