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Deputado faz greve de fome por união civil gay

Ivan Scalfarotto, membro do partido centro-esquerdista, cobra aprovação de lei sobre o tema

3 jul 2015
21h01
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Homossexual assumido, o deputado italiano Ivan Scalfarotto, 49 anos, iniciou uma greve de fome para cobrar a aprovação de uma lei que regularize as uniões civis entre pessoas do mesmo sexo no país.

Ivan Scalfarotto, de 49 anos, disse que está tomando apenas dois cappuccinos por dia
Ivan Scalfarotto, de 49 anos, disse que está tomando apenas dois cappuccinos por dia
Foto: ANSA

O político é membro do centro-esquerdista Partido Democrático (PD) - liderado pelo primeiro-ministro Matteo Renzi - e também ocupa o cargo de subsecretário de Estado para as Relações com o Parlamento. "Desde segunda-feira (29), só tomo dois cappuccinos por dia. O fato é que não conseguia mais fingir, seguir com o meu trabalho como de costume, mediando, passando de lado, com fair play", declarou.

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Segundo ele, a greve de fome só será interrompida quando for fixada uma data para votar uma lei sobre o tema, nem que seja "daqui a dois meses". "O importante é que isso aconteça", acrescentou.

Há tempos, o governo Renzi fala em levar ao Parlamento um projeto que legalize as uniões civis homossexuais na Itália. No entanto, o fato é que a prioridade tem sido dada a reformas políticas e econômicas, e não a questões sociais.

Além disso, o PD tem como aliado no Executivo o Nova Centro-Direita (NCD), pequeno partido conservador que garante sua maioria no Parlamento e que tem atuado para atrasar a tramitação da iniciativa. O seu principal líder, Angelino Alfano, que é ministro do Interior, já ameaçou até abandonar o governo caso a união civil fosse aprovada, o que poderia derrubar o gabinete de Renzi.

Nesta sexta-feira (3), a vice-secretária do PD e governadora da região de Friuli-Veneza Giulia, Debora Serracchiani, afirmou que o partido está empenhado em aprovar a lei o mais rápido possível. "Scalfarotto não é apenas um colega de partido, mas também um caro amigo. Mando a ele um abraço com a promessa de que iremos até o fim", disse.

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Fonte: ANSA
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