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EUA vão 'pagar' por boicote a Jogos de Pequim, diz China

Estados Unidos não enviarão representantes políticos ao evento

7 dez 2021 09h51
| atualizado às 10h12
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A China criticou nesta terça-feira (7) os Estados Unidos pela decisão de promover um boicote diplomático aos Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim, marcados para fevereiro de 2022.

Escultura erguida para os Jogos Olímpicos de Inverno de 2022, em Pequim
Escultura erguida para os Jogos Olímpicos de Inverno de 2022, em Pequim
Foto: EPA / Ansa - Brasil

Segundo o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Zhao Lijian, os EUA vão "pagar" por isso e deveriam "parar de politizar o esporte e de interferir com palavras e ações contra as Olimpíadas de Pequim".

"Do contrário, vão minar o diálogo e a cooperação entre os dois países em uma série de questões internacionais e regionais", ressaltou Zhao.

Como não afetará os competidores olímpicos americanos, o boicote diplomático tem mais caráter simbólico do que prático, porém é mais um ingrediente na crescente tensão entre as duas maiores potências do planeta.

"O chamado boicote diplomático dos Estados Unidos é uma farsa política que reflete a mentalidade da Guerra Fria", criticou a missão chinesa na Organização das Nações Unidas (ONU).

A medida é motivada pelas violações dos direitos humanos da minoria muçulmana uigur em Xinjiang e chega cerca de 20 dias depois de uma reunião virtual entre os presidentes Joe Biden e Xi Jinping.

O encontro foi realizado para tentar esfriar a tensão entre EUA e China, objetivo ainda não alcançado. Além do boicote diplomático aos Jogos de Pequim, Biden excluiu a China de uma cúpula sobre democracia marcada para 9 e 10 de dezembro e convidou Taiwan, cuja posse é reivindicada pelo gigante asiático.

Ansa - Brasil   
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