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EUA se unirão a esforço para zerar emissões do transporte marítimo, diz Kerry

21 abr 2021
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Os Estados Unidos se unirão a um esforço da Organização Marítima Internacional (OMI) para zerar as emissões do setor de transporte marítimo global até 2050, anunciou seu enviado do clima, John Kerry, na terça-feira antes de uma cúpula climática de líderes que o presidente norte-americano, Joe Biden, comandará nesta semana.

"Quero anunciar que, em apoio ao esforço global para nos manter ao alcance de (um aumento máximo de temperatura de) 1,5 grau Celsius e em apoio aos esforços globais para zerar emissões o mais tardar em 2050, os Estados Unidos estão se comprometendo a trabalhar com países da OMI para adotar a meta de zerar emissões no transporte marítimo internacional o mais tardar em 2050", disse ele em uma conferência realizada pela entidade Ocean Conservancy.

O setor global emite um bilhão de toneladas métricas de dióxido de carbono por ano, de acordo com a Ocean Conservancy, o mesmo que as emissões anuais da Alemanha.

Os EUA, assim como a Arábia Saudita, foram um dos dois países a emitirem uma "reserva" formal à estratégia inicial da OMI contra os gases de efeito estufa.

Kerry disse à conferência que os EUA ajudarão a mobilizar tecnologias necessárias para reduzir rapidamente as emissões do setor, o que ele disse que, "como é do nosso conhecimento", exige um aumento de investimentos.

Autoridades da União Europeia e do Reino Unido enviaram uma carta a Biden em março exortando os EUA a tratarem das emissões do transporte marítimo em seu próximo plano climático alinhado ao Acordo de Paris de 2015 e propondo que a responsabilidade por todas as emissões de navios seja dividida entre o país de origem e o país de destino.

Acredita-se que Washington anunciará sua nova meta, conhecida como Contribuição Determinada Nacionalmente, já nesta quarta-feira, portanto antes da cúpula.

A Ocean Conservancy, grupo ambiental sem fins lucrativos sediado em Washington, conclamou o governo Biden a se comprometer com sua própria meta de zerar as emissões até 2035, dizendo que, pela lei internacional, o país pode obrigado todos os navios que atracam em portos domésticos a aderirem a um padrão de navegação limpa.

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