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EUA respondem às demandas da Rússia e dizem buscar diálogo

26 jan 2022 18h33
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Os Estados Unidos entregaram respostas por escrito nesta quarta-feira às amplas exigências de segurança russas, um passo fundamental em um processo diplomático frágil, no momento em que a Rússia realiza novos exercícios militares em terra e mar perto da Ucrânia.

O secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, disse que o documento, entregue pessoalmente pelo embaixador dos EUA em Moscou, John Sullivan, abordou as preocupações da Rússia e levantou as dos EUA e seus aliados.

Ele afirmou a repórteres que a resposta estabelece um caminho diplomático sério, caso a Rússia o escolha, e tem uma avaliação pragmática das preocupações de Moscou. Ele acrescentou que os Estados Unidos estão abertos ao diálogo.

"Colocar as coisas por escrito é... uma boa maneira de garantir que sejamos o mais precisos possível, e que os russos entendam nossas posições, nossas ideias, da maneira mais clara possível. Neste momento, o documento está com eles e a bola está na quadra deles", disse.

Washington deixou claro que as exigências russas para que a Otan retire tropas e armas da Europa Oriental e impeça a entrada da Ucrânia no órgão são destinadas ao fracasso, mas diz que está pronta para discutir outros tópicos, como controle de armas e medidas de fortalecimento da confiança.

Se o presidente Vladimir Putin estiver preparado para aceitar essa agenda limitada, determinará a próxima fase da crise, na qual Moscou reuniu cerca de 100.000 soldados perto da fronteira com a Ucrânia, negando planos de invasão.

O vice-chanceler russo, Alexander Grushko, disse à agência de notícias Interfax, quando perguntado quanto tempo a Rússia precisaria para estudar a resposta da Otan: "Vamos ler. Estudar. Os parceiros estudaram nosso projeto por quase um mês e meio."

DIÁLOGO

O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, pediu à Rússia que "reduza imediatamente a intensidade da situação", dizendo que as divergências precisam ser resolvidas por meio do diálogo e que cada nação deve ser livre para decidir seus próprios arranjos de segurança.

Em Paris, diplomatas de Rússia, Ucrânia, França e Alemanha mantiveram mais de oito horas de conversas sobre o fim de um conflito separatista no leste da Ucrânia, parte da crise mais ampla entre Moscou e Kiev que corre o risco de se tornar uma guerra em grande escala.

Mais cedo nesta quarta-feira, respondendo a comentários do presidente dos EUA, Joe Biden, de que consideraria impor sanções pessoalmente a Putin, a Rússia disse que tal medida não prejudicaria o líder do Kremlin, mas seria "politicamente destrutiva".

Enquanto isso, a Rússia realizou novos exercícios militares em terra e no Mar Negro e transferiu mais pára-quedistas e caças para Belarus, ao norte da Ucrânia, para o que descreve como exercícios conjuntos no próximo mês.

A Ucrânia disse que a Rússia está tentando semear o pânico. O ministro das Relações Exteriores, Dmytro Kuleba, afirmou que Moscou ainda não reuniu forças suficientes para uma ofensiva em larga escala, mas isso não significa que não possa fazê-lo mais tarde.

Blinken disse que os norte-americanos na Ucrânia deveriam considerar a saída.

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