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EUA relembram 20 anos de atentados com pedidos por união

Esse também é o 1º aniversário do massacre, que deixou um saldo de quase 3 mil mortos, desde a retomada do poder no Afeganistão pelo Talibã

11 set 2021 14h41
| atualizado às 16h23
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Os Estados Unidos lembram neste sábado (11) o aniversário de 20 anos dos atentados de 11 de setembro de 2001, que atingiram as Torres Gêmeas e o Pentágono e mudaram a história do país.

Esse também é o primeiro aniversário do massacre, que deixou um saldo de quase 3 mil mortos, desde a retomada do poder no Afeganistão pelo Talibã.

O grupo fundamentalista era acusado de dar guarida a Osama bin Laden, fundador da Al-Qaeda e mentor dos ataques, e chegou a ser derrubado pela invasão americana de 2001, mas em duas décadas os EUA nunca conseguiram derrotá-lo de forma definitiva.

Minuto de silêncio em homenagem ao mortos do 11 de setembro.
Minuto de silêncio em homenagem ao mortos do 11 de setembro.
Foto: Reuters

O presidente Joe Biden e a primeira-dama Jill Biden participaram de cerimônias em todos os palcos dos atentados de 11 de setembro, em meio a alguns contidos protestos contra a desastrosa retirada americana do Afeganistão.

Como de hábito nos últimos 20 anos, os eventos incluíram minutos de silêncio nos horários das quedas dos aviões e a leitura dos nomes das vítimas.

"Os dias que se seguiram ao 11 de setembro nos mostram que a união é possível na América. A união é fundamental para a nossa prosperidade e segurança nacional", disse a vice-presidente Kamala Harris durante uma cerimônia em Shanksville, na Pensilvânia, onde caiu um avião que os sequestradores tentavam levar a Washington.

Naquele fatídico dia, outras duas aeronaves de passageiros foram lançadas contra as Torres Gêmeas do World Trade Center, em Nova York, e uma terceira foi derrubada sobre o Pentágono, sede do Departamento de Defesa, nos arredores de Washington.

O ex-presidente George W. Bush, que governava na época dos atentados e arquitetou a invasão do Afeganistão, também discursou em Shanksville e reforçou o pedido de Harris por união. "Quando se trata de unir o país, aqueles dias parecem distantes. Os perigos para nosso país não chegam somente de fora, mas também de dentro", declarou o republicano.

Já o também ex-presidente Donald Trump divulgou um vídeo em que critica Biden pela retirada das tropas americanas do Afeganistão, decisão que é fruto de um acordo assinado pelo próprio magnata com o Talibã no ano passado.

"O 20º aniversário da guerra devia ter sido um ano de vitória, mas Joe Biden e sua administração incompetente se renderam", acusou. E evacuação de americanos e aliados afegãos em Cabul foi caótica e marcada por cenas dramáticas, como a queda de dois homens pendurados no trem de pouso de um avião dos EUA e um atentado do Estado Islâmico que deixou quase 200 mortos.

Ansa - Brasil   
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