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EUA, Reino Unido e França realizam novos bombardeios contra a Síria

Potências ocidentais acusam o regime sírio da autoria de ataque químico na semana passada, motivação para novas operações anunciadas por Donald Trump nesta sexta-feira.

13 abr 2018
22h57
atualizado em 14/4/2018 às 00h28
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O presidente americano Donald Trump anunciou, na noite desta sexta-feira, que aprovou bombardeios dos EUA contra instalações que produzem armas químicas na Síria, com o apoio do Reino Unido e da França.

Foto: BBC News Brasil

A operação é uma resposta às evidências de um ataque químico na cidade síria de Douma, na semana passada. EUA e aliados denunciam que o ataque teria sido protagonizado pelo regime do presidente sírio, Bashar al-Assad, que por sua vez nega tal participação.

"Uma operação combinada com as forças armadas da França e do Reino Unido está em andamento", disse o presidente Trump em discurso em rede nacional.

As forças armadas dos três países bombardearam múltiplos alvos governamentais durante a operação.

Segundo o Pentágono, foram atingidos um centro de pesquisas científicas em Damasco, que seria ligado à produção armas químicas e biológicas, um local de armazenamento de armas químicas a oeste de Homs e outro armazém que também funcionava como importante posto de comando, na mesma região.

A televisão estatal síria informou que as forças do governo derrubaram mais de uma dúzia de mísseis.

Rússia se diz ameaçada

Segundo o secretário de Defesa dos EUA, James Mattis, a primeira leva de bombardeios foi finalizada "sem perdas".

"Estamos preparados para sustentar essa resposta até que o regime sírio deixe de usar agentes químicos proibidos", disse o presidente Trump, mais cedo.

A primeira-ministra Theresa May confirmou o envolvimento britânico, dizendo que "não havia alternativa prática ao uso da força".

May também afirmou que os ataques não almejam uma "mudança de regime" na Síria.

Principal aliado do regime sírio, a Rússia divulgou comunicado assinado pelo embaixador nos Estados Unidos, Anatoly Antonov.

"Novamente, estamos sendo ameaçados. Nós já avisamos que ações como esta não ficarão sem consequências. Toda a responsabilidade por elas está com Washington, Londres e Paris."

'Guerra'

Os ataques foram aprovados contra "alvos associados a instalações de (produção de) armas químicas" do governo sírio, segundo Trump.

O presidente americano afirmou que o propósito é "dificultar a produção, disseminação e uso de armas químicas".

"Estas não são ações de um homem, são os crimes de um monstro", disse Trump sobre o presidente sírio Bashar al-Assad.

A Síria negou envolvimento com o ataque químico e a Rússia, sua aliada, alertou que ataques militares do ocidente corriam o risco de dar início a uma guerra.

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