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EUA intensificam guerra comercial, e China promete retaliar

Presidente americano, Donald Trump, elevou taxas para 25% sobre 200 bilhões de dólares em produtos chineses

10 mai 2019
07h43
atualizado às 08h00
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Os Estados Unidos intensificaram a guerra tarifária com a China nesta sexta-feira ao elevar as taxas para 25% sobre 200 bilhões de dólares em produtos chineses no meio de negociações para resgatar um acordo comercial.

Mas mesmo com a ameaça de retaliação de Pequim, negociadores em Washington concordaram em permanecer na mesa de negociações pelo segundo dia, mantendo vivas as esperanças de um eventual acordo.

Presidente dos EUA, Donald Trump, ao lado do mandatário chinês, Xi Jinping 
09/11/2017
REUTERS/Damir Sagolj
Presidente dos EUA, Donald Trump, ao lado do mandatário chinês, Xi Jinping 09/11/2017 REUTERS/Damir Sagolj
Foto: Reuters

O presidente dos EUA, Donald Trump, que adotou políticas protecionistas, emitiu ordens para o aumento das tarifas, alegando que o país asiático teria "quebrado o acordo" ao renegar compromissos feitos durante meses de negociações.

Trump também disse que iniciara a "papelada" nesta sexta-feira para taxas de 25% sobre outros 325 bilhões de dólares em importações chinesas.

Em Pequim, o Ministério do Comércio da China disse que "lamenta profundamente" a decisão dos EUA, acrescentando que vai adotar "contramedidas" necessárias, sem dar mais detalhes.

O vice-premiê chinês, Liu He, o representante de Comércio dos EUA, Robert Lighthizer, e o secretário do Tesouro norte-americano, Steven Mnuchin, conversaram por 90 minutos na quinta-feira e devem retomar os esforços nesta sexta para resgatar um acordo que pode pôr fim a dez meses de guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo.

O Ministério do Comércio disse que as negociações continuam, e que "espera que os Estados Unidos possam encontrar um meio-termo com a China, façam esforços conjuntos e resolvam a questão através de cooperação e consultas".

Com as negociações em progresso e sem nenhuma ação do governo Trump para reverter a alta, a Proteção de Alfândega e Fronteira dos EUA impôs a nova tarifa de 25% sobre mais de 5.700 categorias de produtos importados da China.

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