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EUA dizem estar preparados para usar força contra a Coreia

5 jul 2017
21h00
atualizado em 6/7/2017 às 07h47
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Os Estados Unidos alertaram nessa quarta-feira que estão prontos para usar a força caso seja necessário para interromper o programa de mísseis da Coreia do Norte, mas disseram preferir uma ação diplomática global contra Pyongyang por desafiar potências mundiais ao testar o lançamento de um míssil balístico que pode atingir o Alasca.

Conselho de Segurança da ONU discute teste da Coreia do Norte
05/07/2017
REUTERS/Mike Segar
Conselho de Segurança da ONU discute teste da Coreia do Norte 05/07/2017 REUTERS/Mike Segar
Foto: Reuters

A embaixadora dos EUA na ONU, Nikki Haley, disse em encontro do Conselho de Segurança que as ações da Coreia do Norte estavam "rapidamente acabando com a possibilidade de uma solução diplomática" e que os EUA estavam preparados para se defender e defender seus aliados.

"Uma de nossas capacidades está em nossas consideráveis forças militares. Iremos usá-las caso precisemos, mas preferimos não ter que seguir este caminho", disse Haley. Ela pediu que a China, única grande aliada da Coreia do Norte, faça mais para controlar Pyongyang.

Dando um grande passo em seu programa de mísseis, a Coreia do Norte testou na terça-feira o lançamento de um míssil balístico intercontinental que alguns especialistas acreditam poder alcançar os Estados norte-americanos do Havaí e do Alasca e talvez o noroeste do Pacífico norte-americano.

A Coreia do Norte diz que o míssil pode carregar uma grande ogiva nuclear. Militares norte-americanos garantiram que são capazes de defender os EUA contra o míssil balístico intercontinental norte-coreano.

Haley disse que os EUA irão propor novas sanções da ONU sobre a Coreia do Norte nos próximos dias e alertou que se a Rússia e a China não apoiarem a ação, então "iremos seguir nosso próprio caminho".

O embaixador da China na ONU, Liu Jieyi, disse na reunião do Conselho de Segurança que o lançamento do míssil foi uma "violação evidente" das resoluções da ONU e "inaceitável".

"Pedimos a todas as partes interessadas para exercitarem a prudência, evitarem ações provocativas e retóricas agressivas, demonstrarem a vontade por diálogos incondicionais e trabalharem ativamente juntas para desarmar a tensão", disse Liu.

Enquanto isso, o vice-embaixador da Rússia na ONU disse que força militar não deve ser considerada contra a Coreia do Norte e pediu a suspensão do envio de um sistema de defesa de mísseis norte-americano para a Coreia do Sul.

Ele também disse que tentativas de sufocar a Coreia do Norte economicamente eram "inaceitáveis" e que sanções não irão resolver a questão.

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