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EUA e OEA condenam prisão de ex-ministro da Guatemala por não reprimir protestos

11 jan 2024 - 20h09
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Os Estados Unidos e a Organização dos Estados Americanos (OEA) condenaram nesta quinta-feira a prisão de um ex-ministro da Guatemala acusado de violação de deveres e desobediência durante os protestos do ano passado que exigiam respeito ao resultado de eleição presidencial que deu vitória a Bernardo Arévalo.

O ministro Napoleón Barrientos, um militar aposentado, assumiu a pasta responsável pela segurança interna em janeiro de 2022 e renunciou em outubro do ano passado, após pressões do Ministério Público e da Corte Constitucional para reprimir e dispersar manifestações que exigiam a renúncia da chefe do MP e o respeito dos resultados eleitorais. Ele não cumpriu as ordens.

Após sua renúncia, Barrientos disse em uma entrevista à rádio local Emissoras Unidas que as instituições do Estado existem para "proteger e privilegiar a vida" e que um confronto violento com a população "nunca" foi sua ideia.

"Condenamos as últimas ações de atores antidemocráticos da Guatemala, incluindo a prisão do ex-ministro do Interior, Napoleón Barrientos, por defender o direito ao protesto pacífico", afirmou o sub-secretário de Estado norte-americano para Assuntos do Hemisfério Ocidental, Brian Nichols, em publicação na rede social X.

Nichols lembrou na postagem que Arévalo, deputado e ex-diplomata que venceu as eleições em agosto prometendo enfrentar a corrupção, e a vice-presidente eleita, Karin Herrera, assumirão seus cargos para o período 2024-2028 no domingo, data marcada para a posse.

"A incerteza e desconfiança institucional que acompanharam a #Guatemala desde os resultados das eleições gerais de 2023 precisam acabar", disse o secretário-geral da OEA, Luis Almagro, pelo X, no qual também condenou "energicamente" a prisão de Barrientos.

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