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EUA conversam com Talibã em Doha sobre terrorismo

Afeganistão tem sido palco de ataques do Estado Islâmico

11 out 2021 10h01
| atualizado às 10h16
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Um porta-voz do governo dos Estados Unidos disse que as reuniões com representantes do Talibã em Doha, no Catar, trataram sobre questões de segurança, terrorismo e direitos humanos.

Funeral de vítima de atentado em Kunduz, no Afeganistão
Funeral de vítima de atentado em Kunduz, no Afeganistão
Foto: EPA / Ansa - Brasil

Os encontros ocorreram no último fim de semana e foram os primeiros entre os dois lados - ao menos oficialmente - desde a retirada americana do Afeganistão, em agosto passado.

De acordo com o porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Ned Price, as reuniões abordaram questões como segurança, terrorismo, direitos humanos e passagem segura para cidadãos estrangeiros e aliados afegãos que queiram deixar o país.

Além disso, os dois lados discutiram o "fornecimento de uma robusta assistência humanitária dos EUA diretamente ao povo" do Afeganistão. "As discussões foram francas e profissionais, com a delegação americana reiterando que os talibãs serão julgados por suas ações, e não por suas palavras", ressaltou Price.

Já o Talibã disse que o grupo se comprometeu a impedir que o Afeganistão seja usado por grupos terroristas para o planejamento de ataques em outros países - a invasão americana de 2001 foi motivada justamente pela acusação de que o Talibã dava guarida à Al Qaeda.

Ainda assim, o grupo excluiu qualquer colaboração com Washington para combater o Estado Islâmico, que tem realizado diversos atentados em solo afegão nos últimos meses. O último deles, em uma mesquita de Kunduz, matou mais de 80 pessoas na última sexta-feira (8).

Ansa - Brasil   
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