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EUA combaterão influência de China e Rússia na África, diz Bolton

13 dez 2018
14h04
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Os Estados Unidos planejam combater a rápida expansão da influência política e econômica da China e da Rússia na África, onde os dois países usam práticas de negócio corruptas com pouco respeito à lei, segundo comentários feitos nesta quinta-feira pelo assessor de segurança nacional dos EUA, John Bolton.

Assessor de segurança nacional dos EUA, John Bolton, na Casa Branca 27/11/2018 REUTERS/Kevin Lamarque
Assessor de segurança nacional dos EUA, John Bolton, na Casa Branca 27/11/2018 REUTERS/Kevin Lamarque
Foto: Reuters

A prioridade número um dos EUA será de desenvolver laços econômicos com a região para criar oportunidades para negócios norte-americanos e proteger a independência de países africanos, bem como interesses de segurança nacional dos EUA, disse.

"Grandes potências concorrentes, nomeadamente a China e a Rússia, estão expandindo rapidamente sua influência financeira e política na África", afirmou.

"Eles estão deliberadamente e agressivamente mirando seus investimentos na região para ganhar uma vantagem competitiva sobre os EUA".

O discurso de Bolton na Heritage Foundation, um think tank conservador, ocorre no momento em que o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente chinês, Xi Jinping, líderes das duas maiores economias do mundo, buscam resolver uma disputa comercial que abalou mercados globais e criou incerteza econômica.

"A China usa subornos, acordos opacos, e o uso estratégico de dívida para manter Estados na África reféns aos desejos e demandas de Pequim. Seus empreendimentos de investimento estão assolados por corrupção", disse Bolton.

"Ao redor do continente, a Rússia avança suas relações políticas e econômicas com pouca consideração à lei ou governança responsável e imputável", afirmou o assessor com palavras igualmente duras sobre a Rússia.

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