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EUA classificam operação contra minoria rohingya como "limpeza étnica"

22 nov 2017
13h50
atualizado às 13h59
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Os Estados Unidos classificaram na quarta-feira a operação militar de Mianmar contra a população rohingya como "limpeza étnica" e afirmaram que vão considerar sanções específicas contra os responsáveis.

Refugiados Rohingya navegam em bote improvisado no rio Naf após cruzarem a fronteira entre Bangladesh e Myanmar perto de Cox's Bazar, Bangladesh
11/11/2017 REUTERS/Navesh Chitrakar
Refugiados Rohingya navegam em bote improvisado no rio Naf após cruzarem a fronteira entre Bangladesh e Myanmar perto de Cox's Bazar, Bangladesh 11/11/2017 REUTERS/Navesh Chitrakar
Foto: Reuters

Referindo-se a "atrocidades horríveis" contra os rohingya, o secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson, disse em um comunicado: "Depois de uma análise cuidadosa e completa dos fatos disponíveis, é claro que a situação no norte do Estado de Rakhine constitui uma limpeza étnica contra os rohingya."

Embora um alto funcionário da ONU em setembro tenha descrito as ações militares como um caso de "limpeza étnica" de livros didáticos, Tillerson saiu de Mianmar, também conhecido como Birmânia, depois de uma visita na semana passada sem usar o rótulo.

Seu comunicado desta quarta-feira deixou claro que a posição dos EUA mudou.

"Esses abusos por alguns dos militares, forças de segurança e vigilantes locais birmaneses causaram tremendo sofrimento e obrigaram centenas de milhares de homens, mulheres e crianças a fugir de suas casas na Birmânia para buscar refúgio em Bangladesh", afirmou.

Os Estados Unidos apoiam uma investigação independente sobre o que aconteceu no Estado de Rakhine e buscarão ações que incluam possíveis sanções específicas, disse Tillerson.

"Os responsáveis por essas atrocidades devem ser responsabilizados", disse.

Monitores dos direitos humanos acusaram militares de Mianmar de atrocidades, incluindo estupro em massa, contra os rohingya durante as operações após ataques dos militantes rohingya em 30 postos policiais e uma base militar.

Mais de 600.000 muçulmanos rohingya fugiram do país de maioria budista principalmente para o vizinho Bangladesh, desde a repressão, que seguiu os ataques insurgentes de 25 de agosto.

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