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EUA aguardam decisão de julgamento pela morte de George Floyd

Veredicto é esperado em clima de tensão e em meio a protestos

19 abr 2021
19h11 atualizado às 19h17
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19h11 atualizado às 19h17
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Sob um forte clima de tensão nas ruas de Minneapolis, nos Estados Unidos, chegou ao fim na tarde desta segunda-feira (19) a apresentação dos argumentos finais no julgamento de Derek Chauvin, ex-policial que responde pelo assassinato do afro-americano George Floyd.

Agora, o júri se retirou para iniciar as deliberações e avaliar o veredicto final. "Não tenham pressa. Considerem as evidências com cuidado, não tirem conclusões precipitadas com base em suas experiências. A lei exige uma decisão com base nas evidências. A decisão de vocês deve ser unânime e não deve ser influenciada pelas possíveis consequências", afirmou o juiz Peter Cahill.

A segurança do prédio do tribunal em Minneapolis foi reforçada em meio aos protestos registrados ao lado de fora da estrutura.

"Isso foi assassinato", afirmou em seus argumentos finais o promotor Steve Schleicher, que pediu aos jurados que "usem o bom senso".

Já a defesa, por sua vez, argumentou que Chauvin havia seguido corretamente o treinamento policial. "Ele se comportou como qualquer policial razoável", disse o advogado Eric Nelson, acrescentando que as circunstâncias em torno da morte de Floyd deram margem a dúvidas razoáveis.

Chauvin é acusado de ter matado Floyd em 25 de maio de 2020 ao prendê-lo em Minneapolis, no norte do país. O agente foi filmado ajoelhado sob o pescoço do homem, que ficou imobilizado com o rosto para baixo e algemado ao chão por mais de nove minutos.

A morte de Floyd foi o estopim para milhares de pessoas irem às ruas dos EUA e do mundo para protestar contra a injustiça racial e a brutalidade policial.

O ex-policial branco é acusado de três crimes: homicídio doloso (com intenção de matar), homicídio culposo (sem intenção) e assassinato de terceiro grau (lesão corporal seguida por homicídio). A soma máxima, se for condenado pelos três crimes, é de 75 anos de prisão.

Ansa - Brasil   
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