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Etiópia lançará "fase final" de ofensiva em Tigré, diz premiê

26 nov 2020
11h01
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Os militares da Etiópia lançarão a "fase final" de uma ofensiva em Tigré, região rebelada do norte, anunciou o primeiro-ministro, Abiy Ahmed, nesta quinta-feira horas depois de um ultimato para a rendição das forças de Tigré expirar.

Primeiro-ministro da Etiópia, Abiy Ahmed
29/10/2018
Michel Euler/Pool via REUTERS/
Primeiro-ministro da Etiópia, Abiy Ahmed 29/10/2018 Michel Euler/Pool via REUTERS/
Foto: Reuters

No domingo, o governo deu 72 horas para a Frente de Libertação do Povo do Tigré (TPLF) depor as armas ou enfrentar um ataque a Mekelle, a capital regional de 500 mil habitantes.

Grupos de direitos humanos expressaram preocupações com os civis vitimados por operações militares nas quais se acredita que milhares já morreram desde que os combates tiveram início no dia 4 de novembro.

A Reuters não conseguiu contatar a TPLF de imediato para obter comentários. Foi impossível verificar alegações de todas as partes porque os telefones e a internet não estão funcionando na região e porque o acesso à área é controlado rigorosamente.

"O período de 72 horas concedido para o bando criminoso TPLF se render pacificamente agora acabou, e nossa campanha de imposição da lei chegou ao seu estágio final", tuitou Abiy, acrescentando que os civis serão poupados e que milhares de combatentes já se renderam. A TPLF negou que seus membros estejam se rendendo.

O gabinete de Abiy disse que as autoridades começaram a distribuir ajuda em áreas sob controle do governo federal na região de Tigré. Quatro campos para pessoas deslocadas estão sendo montados.

Um comunicado acrescentou: "Esta assistência humanitária será mais reforçada agora com a abertura de uma rota de acesso humanitário a ser administrada sob os auspícios do Ministério da Paz".

Quase 43 mil refugiados etíopes fugiram pela fronteira para o Sudão, mas este fluxo diminuiu de vários milhares diários para várias centenas nos últimos dias, de acordo com dados da agência de refugiados da Organização das Nações Unidas (ONU) analisados pela Reuters.

Os refugiados etíopes chegando ao Sudão disseram a agentes humanitários que outros compatriotas em fuga dos combates foram impedidos de cruzar, disseram duas fontes humanitárias à Reuters.

Não ficou claro de imediato quem na Etiópia está impedindo que os refugiados atravessem, disse uma das fontes. "Até onde sabemos, a fronteira continua aberta", disse a coordenadora humanitária da ONU na Etiópia, Catherine Sozi, à Reuters.

Abiy disse que os refugiados são bem-vindos de volta. Um agente humanitário na passagem de fronteira de Hamdayet, no Sudão, disse que na quarta-feira testemunhou soldados etíopes "gritando" para refugiados que é seguro voltar para casa.

(Redação de Adis-Abeba, Omar Mohammed, David Lewis e Aidan Lewis)

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