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Etiópia anuncia libertação de presos políticos

Governo é acusado de reprimir a oposição e a imprensa

3 jan 2018
14h28
atualizado às 15h46
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O primeiro-ministro da Etiópia, Hailemariam Desalegn, anunciou nesta quarta-feira (3) a libertação de todos os presos políticos no país.

Governo etíope é acusado de reprimir e torturar manifestantes
Governo etíope é acusado de reprimir e torturar manifestantes
Foto: EPA / Ansa - Brasil

A declaração chega após meses de protestos contra o governo nas regiões de Oromia e Amhara, que levaram ao bloqueio de universidades, empresas e transportes públicos. A lista de presos políticos na Etiópia inclui os líderes de oposição Bekele Gerba e Merara Gudina e dezenas de jornalistas.

Desalegn também prometeu fechar o campo de detenção de Maekelawi, onde o governo praticaria tortura para extrair confissões de prisioneiros, e anunciou sua transformação em um "museu". Segundo o primeiro-ministro, o objetivo das medidas é ampliar o "diálogo" no país africano.

A onda de protestos começou em defesa dos direitos civis, no fim de 2015, e rapidamente se estendeu por toda a Etiópia, deixando centenas de mortos e culminando na prisão de milhares de pessoas. As manifestações bloquearam uma das economias de maior taxa de crescimento na África.

Essa é a primeira vez que a Etiópia admite a existência de presos políticos no país, que é governado pelo mesmo grupo desde 1991, em meio a eleições contestadas pela oposição. "Prisioneiros políticos que estão sob processo e já estão detidos serão libertados", garantiu Hailemariam.

"Uma potencial grande notícia na Etiópia hoje", escreveu no Twitter o pesquisador Felix Horne, da ONG Human Rights Watch.

Ansa - Brasil   

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