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Estudo britânico aponta redução de anticorpos para Covid-19 ao longo do tempo

27 out 2020
10h03
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Os anticorpos contra o novo coronavírus diminuíram rapidamente na população britânica durante o verão, relatou um estudo nesta terça-feira, sugerindo que a proteção após a infecção pode não ser duradoura e ampliando a perspectiva de redução da imunidade na comunidade.

Pessoa com máscara de proteção perto de placa que sinaliza distanciamento social em Coventry, no Reino Unido
25/10/2020 REUTERS/Andrew Couldridge
Pessoa com máscara de proteção perto de placa que sinaliza distanciamento social em Coventry, no Reino Unido 25/10/2020 REUTERS/Andrew Couldridge
Foto: Reuters

Cientistas do Imperial College de Londres rastrearam os níveis de anticorpos na população britânica após a primeira onda de infecções por Covid-19 em março e abril.

O estudo descobriu que a prevalência de anticorpos caiu em um quarto, de 6% da população no final de junho para apenas 4,4% em setembro. Isso aumenta a perspectiva de uma queda na imunidade da população antes de uma segunda onda de infecções nas últimas semanas, que forçou lockdowns e restrições locais.

Embora a imunidade ao novo coronavírus seja uma área complexa e obscura e possa ser auxiliada por células T, bem como células B que podem estimular a produção rápida de anticorpos após a reexposição ao vírus, os pesquisadores disseram que a experiência com a imunidade sugerida de outros coronavírus pode não ser duradoura.

"Podemos ver os anticorpos e podemos vê-los diminuindo e sabemos que os anticorpos por si próprios são bastante protetores", disse Wendy Barclay, chefe do Departamento de Doenças Infecciosas do Imperial College de Londres, a repórteres.

Não houve alteração nos níveis de anticorpos observados nos profissionais de saúde, possivelmente devido à exposição repetida ao vírus.

O estudo reitera resultados de pesquisas semelhantes na Alemanha, que descobriram que a maioria das pessoas não tinha anticorpos para Covid-19, mesmo em pontos críticos para a doença, e que os anticorpos podem desaparecer naqueles que os têm.

O porta-voz da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tarik Jasarevic, disse que a incerteza sobre quanto tempo duraria a imunidade e o fato de a maioria das pessoas nunca ter tido anticorpos contra o coronavírus mostraram a necessidade de quebrar as cadeias de transmissão.

"Adquirir essa imunidade coletiva apenas permitindo que o vírus se espalhe pela população não é realmente uma opção", disse ele em uma entrevista coletiva em Genebra.

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