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Virgínia declara emergência em protesto de extrema-direita

12 ago 2017
15h38
atualizado às 16h04
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Estado americano pede reforço policial após confrontos em manifestação de grupos de extrema-direita em Charlottesville. Manifestantes gritam palavras de ódio contra homossexuais, negros, judeus e imigrantes.O governador do estado americano da Virgínia, Terry McAuliffe, declarou neste sábado (12/08) situação de emergência devido a um protesto de um grupo de extrema-direita na cidade de Charlottesville, nos Estados Unidos.

Policial usa gás de pimenta para separar grupos rivais
Policial usa gás de pimenta para separar grupos rivais
Foto: Reuters

O pedido foi feito para "ajudar o Estado a responder à violência", escreveu o governador no Twitter. O protesto "Unir a Direita" reúne milhares de nacionalistas na pequena cidade de 50 mil habitantes e foi convocado para contestar a decisão de Charlottesville de remover a estátua do general Robert E. Lee de um parque no centro da cidade.

Lee foi um general confederado que lutou pela independência dos Estados Confederados no sul do país, durante a Guerra Civil americana (1861-1865), para impedir a abolição da escravatura. Muitas cidades americanas têm retirado homenagens a esses generais, dividindo opiniões.

Os participantes do protesto associado à "supremacia branca" vestem capacetes, seguram escudos e levantam bandeiras dos Estados Confederados e cartazes com suásticas, além de fazerem saudações nazistas. Um veículo avançou contra pedestres e feriu dezenas de pessoas, informou a polícia local.

Homem ferido após confronto entre manifestantes e membros da extrema direita
Homem ferido após confronto entre manifestantes e membros da extrema direita
Foto: Reuters

Grupos de esquerda fizeram um contra-protesto e os dois grupos entraram em confronto. Vários manifestantes usaram spray de pimenta. A polícia ordenou que os grupos deixem a área da praça, sob pena de serem presos.

Na noite de sexta-feira, extremistas de direita fizeram um pré-protesto pelas ruas da cidade. Eles carregavam tochas e gritavam "Vidas Brancas Importam", em contraposição ao movimento negro Black Lives Matter, além de gritarem palavras de ordem contra homossexuais, judeus, negros e imigrantes.

As tochas são uma alusão ao grupo Ku Klux Klan fundado depois da guerra por ex-soldados confederados que foram derrotados na guerra. Esses supremacistas brancos fizeram linchamentos e assassinaram negris no sul dos EUA por muitas décadas.

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