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Trump diz que não vai à cerimônia de posse de Joe Biden

Declaração foi publicada no Twitter dois dias depois de invasão sem precedentes ao Capitólio por extremistas pró-Trump

8 jan 2021 13h07
| atualizado às 17h48
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira, 8, que não pretende ir à cerimônia de posse do presidente eleito Joe Biden. Em uma mensagem no Twitter, Trump escreveu: 'Para todos que perguntaram, eu não irei à cerimônia de posse em 20 de janeiro".

Desde 1901, as cerimônias são realizadas no Capitólio, sede do Congresso dos EUA, e o único ato exigido pela carta magna é o juramento de posse, realizo ao meio-dia do horário local. Se o presidente eleito falecer entre o dia da eleição e a posse, o vice-presidente eleito fará o juramento de posse e se tornará presidente.

O presidente Trump se manifesta sobre invasão do Capitólio em vídeo publicado no Twitter
O presidente Trump se manifesta sobre invasão do Capitólio em vídeo publicado no Twitter
Foto: Trump via Twitter / Estadão Conteúdo

Tradicionalmente, o presidente-eleito compararece à Casa Branca e segue para o Capitólio, acompanhado de seu antecessor. Ao longo da história dos EUA, três presidentes recusaram-se a acompanhar o novo mandatário: John Adams, John Quincy Adams e Andrew Johnson.

Após o juramento, é comum que os presidentes recém-empossados façam o discurso inaugural. Ao longo da história, foram 54 discursos proferidos por 37 presidentes nos EUA. O segundo discurso de George Washington foi considerado o mais breve, com apenas 135 palavras. Já William Henry Harrison precisou de 8.400 palavras para seu discurso de posse.

Enquanto isso, um dia depois de o Congresso ratificar a vitória de Biden em sessão retomada após a invasão do Capitólio por extremistas pró-Trump, parlamentares democratas e até alguns republicanos começaram a se mobilizar para destituir o presidente, seja por impeachment ou por incapacidade.

Os líderes democratas Nancy Pelosi, presidente da Câmara, e o senador Chuck Schumer pediram ao vice-presidente Mike Pence que invoque a 25.ª Emenda da Constituição, que permite a ele e ao gabinete republicano tirar Trump do cargo. O deputado republicano Adam Kinzinger também defendeu a medida.

Se Pence recusar a proposta, eles disseram estarem prontos para abrir um segundo processo de impeachment contra Trump. O primeiro foi em 2019 e acabou rejeitado pelo Senado. "Mesmo que restem apenas 13 dias, qualquer dia pode se transformar em um show de horrores para a América", disse Pelosi.

Estadão
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