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Estado Islâmico reivindica autoria de ataques no Sri Lanka

Governo do país atribui atentados a grupo local

23 abr 2019
08h56
atualizado às 09h26
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O grupo terrorista Estado Islâmico (EI) reivindicou a autoria dos ataques realizados no Sri Lanka, no último domingo (21) de Páscoa, que deixaram pelo menos 321 mortos e 500 feridos.

A versão foi divulgada pelos jihadistas em sua agência de propaganda, a "Amaq", informou o portal de contraterrorismo "Site" nesta terça-feira (23). "Os executores do ataque que teve como alvo os cidadãos dos países da coalizão e cristãos antes de ontem são combatentes do Estado Islâmico", diz uma fonte de segurança à Amaq, em comunicado.

No entanto, segundo a diretora do Site, Rita Katz, os jihadistas ainda não forneceram nenhuma evidência de sua ligação direta com os atentados. Hoje cedo, o governo do Sri Lanka afirmou que a série de ataques cometidos em igrejas e hotéis foram uma "retaliação" do atentado contra a mesquita na Nova Zelândia. Também afirmou haver indícios de que a execução foi de um grupo local.

Estado Islâmico reivindica autoria de ataques no Sri Lanka
Estado Islâmico reivindica autoria de ataques no Sri Lanka
Foto: EPA / Ansa

"As investigações preliminares revelaram que o que ocorreu no Sri Lanka foi uma retaliação ao ataque contra muçulmanos em Christchurch", disse o vice-ministro da Defesa, Ruwan Wijewardene, ao Parlamento cingalês, em referência ao massacre que deixou 50 mortos na cidade neozelandesa.

Segundo ele, os primeiros elementos da investigação apontam que o grupo National Thowfeek Jamaath (NTJ) teria ligações com a organização Jamaat-ul-Mujahideen India (JMI). Até o momento, a polícia local prendeu pelo menos 40 suspeitos.

O presidente Maithripala Sirisena declarou luto nacional nesta terça e ainda concedeu poderes de polícia ao Exército, que terá amplas prerrogativas para prender suspeitos, assim como já ocorrera durante a guerra civil no país (1983-2009). No último domingo (21), a capital do país, Colombo, foi alvo de pelo menos cinco explosões, sendo quatro em hotéis de luxo e uma igreja. Duas outras igrejas também foram alvos de explosões, uma em Negombo, a norte da capital, e outra no leste do país. A oitava e última ofensiva ocorreu em um complexo hoteleiro próximo a Dermatagoda.

Segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), 45 das 321 vítimas eram crianças. Além disso, um número similar de menores de idade sofreu ferimentos graves. A informação foi confirmada em Genebra pelo porta-voz da organização, Christophe Boulierac. No total, 27 crianças que faleceram estavam assistindo a missa na igreja Katuwapitya em Negombo, enquanto que outras 10 ficaram feridas em Colombo. Já na igreja da cidade de Batticaloa morreram 13 crianças.

"Condenamos esta violência nos termos mais duros possíveis. Nenhuma criança deve experimentar uma situação tão dolorosa", declarou Boulierac. Nesta manhã, o Sri Lanka realizou seu primeiro funeral coletivo com cerca de 30 vítimas. A cerimônia ocorreu na igreja de São Sebastião, em Negombo.

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Ansa - Brasil   

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