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Erdogan pede que Biden reveja fala sobre genocídio armênio

A declaração histórica de um presidente norte-americano enfureceu o governo turco e pode prejudicar as relações bilaterais entre os países

26 abr 2021 17h59
| atualizado às 18h16
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O presidente turco, Tayyip Erdogan, pediu que o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, volte atrás em sua declaração de que o massacre de armênios pelo Império Otomano em 1915 constituiu genocídio, uma fala que, segundo Erdogan, está prejudicando as relações bilaterais. 

A declaração histórica de Biden no sábado (24) enfureceu o governo turco, aliado dos norte-americanos na Otan, que afirmou que o anúncio abriu uma "ferida profunda" nas relações já desgastadas por conta de uma série de outras questões. Em seus primeiros comentários desde a declaração de Biden, Erdogan disse que "o passo errado" prejudicaria os laços, e aconselhou os Estados Unidos a "olhar no espelho", acrescentando ainda que a Turquia ainda busca estabelecer "boa relação de vizinhança" com a Armênia

"O presidente dos Estados Unidos fez comentários infundados, injustos e irreais sobre os tristes eventos que aconteceram em nossa região geográfica há mais de um século", disse Erdogan após uma reunião de gabinete. Ele pediu novamente que historiadores turcos e armênios formassem uma comissão em conjunto para investigar os eventos. 

Erdogan e Biden durante reunião em Istambul
 23/1/2016   REUTERS/Sedat Suna
Erdogan e Biden durante reunião em Istambul 23/1/2016 REUTERS/Sedat Suna
Foto: Reuters

"Eu espero que o presidente dos EUA volte atrás nesse passo errado assim que possível." Erdogan também criticou os Estados Unidos pelo fracasso em encontrar uma solução para o conflito de décadas entre o Azerbaijão e a Armênia, na região de Nagorno-Karabakh. Segundo ele, EUA, Rússia e França atuaram como mediadores e Washington só observava enquanto os massacres aconteciam. 

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