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Empresa americana cogita investir US$ 1,5 bilhão na Alitalia

USAerospace não descarta parceria com o Estado

22 mai 2020
13h52
atualizado às 13h58
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Uma companhia americana declarou interesse na Alitalia e disse estar disposta a investir até US$ 1,5 bilhão para recuperar a maior empresa italiana de aviação civil.

Governo da Itália cogita reestatizar a Alitalia
Governo da Itália cogita reestatizar a Alitalia
Foto: Ansa / Ansa - Brasil

Um decreto aprovado recentemente prevê a reestatização da Alitalia, que está sob intervenção pública há três anos, mas o governo da Itália não descarta ouvir potenciais ofertas.

A mais nova candidata é a USAerospace Partners, que pediu uma reunião com os ministros Roberto Gualtieri (Economia e Finanças), Stefano Patuanelli (Desenvolvimento Econômico) e Paola De Micheli (Infraestrutura) para discutir a questão.

"A presidente da USAerospace, Michele Roosevelt Edwards, se declarou pronta a conversar com o governo e o Parlamento sobre quais podem ser as fórmulas de governança societária para garantir uma recuperação real e duradoura da companhia, mantendo o desenvolvimento na Itália", diz um comunicado da empresa americana.

Segundo a nota, a USAerospace já está autorizada a contrair linhas de financiamento de até US$ 1,5 bilhão com uma "importante instituição" nos Estados Unidos para "apoiar o plano estratégico de retomada da Alitalia".

O objetivo seria constituir uma "holding de direito italiano", presidida por Roosevelt e com um conselho de administração "composto exclusivamente de personalidades italianas de elevado prestígio". A empresa também não exclui a hipótese de uma sociedade com investidores da Itália, incluindo o Estado.

Após o fracasso no processo de venda da Alitalia no ano passado, o governo planeja agora reestatizá-la com um aporte de até 3 bilhões de euros.

Ex-companhia de bandeira, a empresa pertence hoje à holding Compagnia Aerea Italiana (CAI), com 51% das ações, e ao grupo árabe Etihad Airways, com 49%, mas sua administração está a cargo do governo por causa de uma crise de liquidez que a deixou à beira da falência em 2017.

A Alitalia, que se mantém viva graças a empréstimos públicos que totalizam 1,3 bilhão de euros, emprega mais de 11 mil pessoas. 

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