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Em reviravolta, governador da Lombardia desiste de reeleição

Anúncio ocorreu menos um dia depois da direita fechar coalizão

8 jan 2018
11h55
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O governador da Lombardia, Roberto Maroni, confirmou os rumores e anunciou nesta segunda-feira (8) que não concorrerá a reeleição na disputa do próximo dia 4 de março. O representante do Liga Norte anunciou "motivos pessoais" para deixar o pleito, mas disse estar à disposição "no futuro".

Em reviravolta, governador da Lombardia desiste de reeleição
Em reviravolta, governador da Lombardia desiste de reeleição
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

A notícia vem menos de 24 horas depois do líder de seu partido, Matteo Salvini, ao lado do ex-premier Silvio Berlusconi, do Força Itália, e de Giorgia Meloni, do Fratelli d'Italia, anunciar uma coalizão de direita para disputar o pleito tanto na Lombardia como em nível nacional.

"Confirmo que não me candidatarei novamente. Uma decisão que tomei com plena autonomia, uma escolha pessoal, que compartilhei com Salvini e Berlusconi há algum tempo. Não vou me aposentar, mas estou naturalmente à disposição no futuro", disse aos jornalistas em coletiva nesta segunda.

Para o atual governador, que encerrará seu mandato no dia do pleito, sua "única preocupação" no momento é que a coalizão também possa se manter unida no âmbito nacional e conquistar o governo nas eleições legislativas.

Ele ainda fez críticas ao candidato a premier e chefe político do Movimento Cinco Estrelas (M5S), Luigi di Maio, considerado por ele como principal rival na disputa nacional.

"Conheço a responsabilidade de um governo e digo que há só uma preocupação: que pessoas como Di Maio possam assumi-lo, que é uma [Virginia] Raggi ao cubo", disse referindo-se à prefeita de Roma. Ele ainda ironizou, dizendo que se ele assumir o governo, a "Itália vai se tornar um 'spelacchio'". A menção refere-se à árvore de Natal da capital italiana, batizada ironicamente de "pelada" porque perdeu sua beleza e secou rapidamente em público, virando sinônimo de algo mal feito.

Agora, há a disputa interna - especialmente entre Salvini e Berlusconi - para indicar quem será o candidato do grupo nas eleições.

O anúncio da coalizão de direita ainda inclui um "quarto polo", ou seja, uma sigla que possa se unir aos três partidos para fazer maioria no Parlamento. Especula-se que essa "quarta perna" seja uma abertura para o Alternativa Popular (AP), do atual chanceler italiano, Angelino Alfano.

Por conta de um racha dentro da sigla, Alfano anunciou que não concorrerá a um cargo no próximo pleito. De acordo com fontes internas, parte do partido quer apoiar a coalizão de Berlusconi e outra parte quer ficar ao lado do ex-premier Matteo Renzi, do Partido Democrático (PD), de centro-esquerda.

Ansa - Brasil   
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