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Em resposta a protestos, Macron anuncia redução de impostos e aumento de salários na França

10 dez 2018
19h22
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O presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou nesta segunda-feira aumentos salariais para trabalhadores mais pobres e redução de impostos para aposentados, oferecendo concessões após semanas de protestos violentos que desafiaram sua autoridade.

Manifestantes "coletes amarelos" assistem a discurso do presidentel Macron em Bouguenais, na França 10/12/2018  REUTERS/Stephane Mahe
Manifestantes "coletes amarelos" assistem a discurso do presidentel Macron em Bouguenais, na França 10/12/2018 REUTERS/Stephane Mahe
Foto: Reuters

Em seu primeiro pronunciamento nacional após dois dos finais de semana mais tensos da França em anos, Macron buscou restaurar a calma após acusações de que seus métodos políticos e políticas econômicas estão fraturando o país.

"Queremos uma França onde se possa viver em dignidade através de seu trabalho e neste ponto fomos muito devagar", disse Macron no horário nobre da televisão.

"Eu peço ao governo e ao Parlamento que façam o que é necessário", acrescentou.

A declaração do presidente ocorre 48 horas depois que manifestantes, que ficaram conhecidos como "coletes amarelos" pela roupa que vestem, entraram em conflito com a polícia nas ruas de Paris, incendiando carros e saqueando lojas.

Macron enfrenta uma tarefa delicada: precisa convencer a classe média e operários de que ele compreende sua revolta relacionada a um aperto nos gastos internos, sem se expor a acusações de ter cedido aos protestos das ruas.

Ele disse que pessoas que ganham o salário mínimo terão um aumento de 100 euros por mês a partir de 2019, sem custo extra aos empregadores. Aposentados que ganham menos de 2 mil euros terão o recente aumento de impostos cancelado.

Mas ele também disse que continuará comprometido à sua agenda de reformas e se recusou a retomar um tributo sobre grandes fortunas.

"Nós responderemos à urgência econômica e social com medidas fortes, ao reduzir impostos mais rapidamente, manter nossos gastos sob controle, mas não com reviravoltas", disse Macron.

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