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Em meio a reaberturas, Itália debate toque de recolher

Mudanças nas regras sanitárias vão entrar em vigor em 26/4

18 abr 2021
10h29 atualizado às 10h38
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10h29 atualizado às 10h38
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Enquanto o governo se prepara para as novas reaberturas a partir de 26 de abril, um novo embate sobre o toque de recolher ganhou espaço no cenário político italiano neste fim de semana.

Toque de recolher entrou na pauta dos debates da política italiana
Toque de recolher entrou na pauta dos debates da política italiana
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Na última sexta-feira (16), o primeiro-ministro do país, Mario Draghi, anunciou mudanças no plano com as regras sanitárias anti-Covid com a reabertura de bares e restaurantes, inclusive de noite, para atendimento ao ar livre, bem como de teatros, cinemas e museus.

No entanto, os epidemiologistas que aconselham o governo na gestão da pandemia aconselham a não abrir mão do toque de recolher, que atualmente é das 22h às 5h, para todas as regiões independente da faixa de cor.

O vice-ministro da Saúde, Pierpaolo Sileri, deu uma entrevista ao portal "La Stampa" e, apesar de ressaltar que as "reaberturas são irreversíveis", "os números ainda não são tão bons para abater todas as restrições e é cedo para retirar o toque de recolher".

A fala está em linha com o que fontes do governo italiano vem falando à imprensa, de que a decisão de manter o toque de recolher segue até o dia 30 de maio, com provável prorrogação até 31 de julho.

No entanto, o líder do partido de extrema-direita Liga, Matteo Salvini, e que faz parte da base governista de Draghi, está pressionando para que o governo abra mão dessa regra já no dia 26 de abril ou imponha a restrição, ao menos, a partir das 23h.

Até o último boletim divulgado pelo Ministério da Saúde neste sábado (17), a Itália soma 116.676 mortes e 3.857.443 casos já confirmados desde o início da pandemia. As médias de contágios e óbitos, porém, vem caindo de maneira lenta e gradual e estão em 14.777 e 393, respectivamente.

Passe regional -

O governo italiano também debate a implementação de um "passe verde" para viagens regionais para aqueles que estão vacinados ou apresentem teste negativo para a Covid-19.

A princípio, ele será em papel, mas o governo planeja também lançar uma versão digital em breve. A ideia é a mesma que muitos países vem adotando para conseguir também liberar a retomada de serviços e eventos que gerem aglomeração, como shows e eventos esportivos. .
   

Ansa - Brasil   
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