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Em meio a crise, premiê da Itália se reúne com presidente

14 jan 2021
12h35
atualizado às 12h47
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O primeiro-ministro da Itália, Giuseppe Conte, está reunido com o presidente da República, Sergio Mattarella, para discutir a crise política provocada pela saída do partido do ex-premiê Matteo Renzi do governo.

Giuseppe Conte (ao fundo) segue para o Palácio do Quirinale, sede da Presidência da República
Giuseppe Conte (ao fundo) segue para o Palácio do Quirinale, sede da Presidência da República
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Agora sem maioria no Senado, Conte pode se submeter a um novo voto de confiança no Parlamento para seguir no cargo ou então renunciar.

O centrista Itália Viva (IV), partido de Renzi, rompeu com o governo por discordar de suas políticas para a gestão de repasses do fundo de recuperação da União Europeia para o pós-pandemia. Além disso, o ex-premiê critica as estratégias de comunicação de Conte e a lentidão em projetos de infraestrutura.

As duas ministras do IV, Teresa Bellanova (Agricultura) e Elena Bonetti (Família), entregaram seus cargos na última quarta-feira (13). "Existe uma dramática emergência a ser enfrentada, mas isso não pode ser o único elemento que mantém o governo vivo", disse Renzi, em referência à pandemia do novo coronavírus.

Já nesta quinta (14), a coalizão de direita liderada pelo senador Matteo Salvini, ex-aliado de Conte, divulgou uma nota cobrando que o primeiro-ministro vá ao Parlamento para oficializar a crise.

"A Itália, o Parlamento e o presidente da República merecem respeito. A situação é dramática, e Conte não pode fingir que nada está acontecendo", diz o comunicado.

Por sua vez, o antissistema Movimento 5 Estrelas (M5S), principal fiador de Conte, garantiu que o premiê se pronunciará em breve. "A crise certamente será parlamentarizada, e o movimento está mais unido do que nunca", afirma uma nota da sigla.

O primeiro-ministro também conta com o apoio do Partido Democrático (PD), de centro-esquerda, e de legendas nanicas do campo progressista. No entanto, para continuar no poder, terá de atrair o voto de confiança de possíveis dissidentes no Itália Viva ou na oposição conservadora.   

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