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Em meio à crise política, Reino Unido aprova vacina Janssen

Anúncio sobre o novo imunizante foi ofuscado por denúncias feitas pelo ex-assessor do primeiro-ministro do país, Boris Jonhson

28 mai 2021 10h44
| atualizado às 11h32
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Reino Unido é um dos mais avançados no mundo na vacinação anti-Covid
Reino Unido é um dos mais avançados no mundo na vacinação anti-Covid
Foto: AFP / Ansa - Brasil

A agência reguladora do Reino Unido aprovou nesta sexta-feira, 28, o uso emergencial da vacina da Janssen, braço belga da Johnson & Johnson. Esse é o quarto imunizante autorizado e deve ajudar a acelerar ainda mais a já bem sucedida campanha de vacinação do país.

A fórmula da Janssen, que já é usada no Reino Unido e nos Estados Unidos, tem a vantagem de ser em dose única, diferentemente das outras três aprovações: da Pfizer/BioNTech, da Moderna e da Universidade de Oxford/AstraZeneca.

Atualmente, já foram administradas mais de 60 milhões de doses de imunizantes no Reino Unido, o que equivale a 73,3% das pessoas aptas a receber a proteção. Cerca de 24 milhões já completaram o ciclo vacinal, o que corresponde a 45,6% da população.

Premiê britânico, Boris Johnson
REUTERS/Hannah McKay
Premiê britânico, Boris Johnson REUTERS/Hannah McKay
Foto: Reuters

No entanto, o anúncio de mais uma vacina ocorre em um momento de crise política para o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, após o seu ex-principal aliado, Dominic Cummings, fazer revelações pesadas sobre a má gestão da pandemia de coronavírus ao parlamento britânico.

Principalmente por trás do Brexit, a saída dos britânicos da União Europeia, Cummings saiu do governo após brigas internas em novembro do ano passado. Nesta semana, o ex-assessor afirmou que o governo de Johnson cometeu "graves negligências e incompetências" no início da crise sanitária e que esses atos "causaram milhares de mortes evitáveis".

Dominic Cummings, que foi o principal assessor do primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson
REUTERS/Toby Melville
Dominic Cummings, que foi o principal assessor do primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson REUTERS/Toby Melville
Foto: Reuters

Além disso, acusou o ministro da Saúde, Matt Hancock, de "mentir repetidas vezes" tanto para a opinião pública como para outros expoentes do governo e do Parlamento sobre a gravidade da pandemia.

Tanto Johnson como Hancock negaram as denúncias feitas e disseram que precisaram "fazer escolhas muito difíceis" em um momento que as informações sobre a nova doença ainda eram poucas.

Pesa contra o premiê, porém, as diversas declarações públicas no início da pandemia em que ele desdenhava do perigo e das regras sanitárias. A situação só mudou quando Johnson contraiu a doença e quase morreu, precisando passar alguns dias em uma UTI de Londres. 

O sucesso da campanha de vacinação no país, no entanto, atenuou as críticas. 

Segundo analistas, o Reino Unido é um dos locais mais avançados do mundo na imunização contra a doença e, apesar de voltar a registrar uma leve alta nos casos, provocada pela disseminação da variante indiana, tem os números da pandemia bastante controlados.

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Ansa - Brasil   
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