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Dúvidas sobre vacinas se espalham como doença e devem ser tiradas da internet, diz executivo

21 mai 2019
16h18
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Dúvidas sobre vacinas se espalharam nas redes sociais como uma doença, e informações falsas de que elas "matam pessoas" deveriam ser retiradas pelas empresas que operam plataformas digitais, disse o chefe da aliança global de vacinas Gavi nesta terça-feira.

Seth Berkley, presidente da aliança Gavi, discursa durante edição de 2015 do Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça
22/01/2015 REUTERS/Ruben Sprich
Seth Berkley, presidente da aliança Gavi, discursa durante edição de 2015 do Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça 22/01/2015 REUTERS/Ruben Sprich
Foto: Reuters

Falando em um evento patrocinado pelos Estados Unidos por ocasião da assembleia anual da Organização Mundial da Saúde (OMS) em Genebra, o diretor-executivo da Gavi, Seth Berkley, disse haver um forte consenso científico a respeito da segurança das vacinas.

    Mas os algoritmos das redes sociais privilegiam conteúdo sensacionalista ao invés de fatos científicos, convencendo rapidamente pessoas que nunca viram familiares morrerem de doenças evitáveis.

    "Temos que pensar nisso como uma doença. Isto é uma doença", disse Berkley. "Isto se espalha na velocidade da luz, literalmente." 

    A OMS diz que a imunização insuficiente está causando surtos de sarampo globais, cujos números estão atingindo picos em países que estavam quase livres da doença, incluindo os Estados Unidos.       

    A desinformação sobre vacinas, que a OMS diz salvarem dois milhões de vidas por ano, não é uma questão de liberdade de expressão, e as empresas de redes sociais precisam tirá-la da internet, disse Berkley.

    "Lembro as pessoas que isso mata pessoas".

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