Draghi defende vacinação para poder fazer reaberturas na Itália

Premiê disse que retomada está sendo debatida, mas não há data

8 abr 2021
14h56 atualizado às 15h11
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14h56 atualizado às 15h11
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O primeiro-ministro da Itália, Mario Draghi, afirmou em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (8) que o governo está debatendo sobre as reaberturas de diversos setores econômicos, mas que ainda não pode dar datas por conta do andamento da pandemia de Covid-19.

"As reaberturas vão acontecer, mas não tenho uma data. Nós estamos avaliando esses dias, depende do andamento dos contágios e das vacinas [...] e contará o dado sobre o andamento da vacinação nas categorias de risco", afirmou.

Segundo Draghi, o governo está "escutando" os apelos de diversos setores que têm se manifestado nos últimos dias em protestos por algumas cidades do território e também falado com políticos das diversas vertentes que compõem a sua base.

"Normal pedir por reaberturas porque a melhor forma de apoiar a economia é fazer as reaberturas, eu sou consciente disso. Quero ver nas próximas semanas para reabrir as escolas com segurança e presencialmente", acrescentou.

O primeiro-ministro destacou que o atual decreto com restrições segue até o dia 30 de abril, mas que o próprio documento condiciona as reaberturas "ao andamento das vacinações e dos contágios".

"O governo está trabalhando sobre isso tudo. Ter uma data significa conhecer exatamente os parâmetros relevantes a uma certa data. Em tudo isso há a vontade do governo de ver as próximas semanas como momentos de reaberturas e não de fechamentos", pontuou.

Ao falar sobre o andamento das imunizações, Draghi ressaltou que esse é o momento de "tomar decisões" sobre as faixas etárias e que isso está no centro do debate sobre reabrir ou não os setores econômicos.

"Se reduzimos o risco de morte nas categorias mais expostas aos riscos, é claro que a gente reabre com mais tranquilidade", disse ainda, ressaltando que as aberturas podem acontecer primeiro nas regiões mais avançadas na imunização.

Draghi ainda ressaltou que todo o país está preocupado em vacinar os mais idosos, seja o governo central ou os regionais, e pontuou que acredita que toda a faixa etária acima dos 80 anos e grande parte dos que têm entre 75 e 79 anos serão vacinados ainda no mês de abril.

Mesmo tendo iniciado a vacinação anti-Covid em 27 de dezembro, a Itália ainda não conseguiu imunizar essas faixas etárias, que são as que mais contabilizaram mortes desde o início da pandemia no país.

Conforme o decreto em vigor, nove das 20 regiões do país estão na faixa vermelha de risco de contágio - semelhante ao lockdown - o que engloba 60% dos moradores. Os demais estão na laranja, a segunda mais restritiva.

As médias diárias de casos começaram a apresentar queda constante desde a metade de março (quando grande parte do país ficou em lockdown), estando em 15.799 nesta quinta-feira. A de mortes só voltou a cair há quatro dias e está em 442 óbitos diários.

Os dados do Ministério da Saúde, atualizados até a manhã de hoje, mostram que pouco mais de 11,8 milhões de doses de vacinas foram aplicadas, sendo que 3,6 milhões de pessoas já foram totalmente imunizadas com as duas doses necessárias.

A distribuição dos imunizantes está sendo feita proporcionalmente à quantidade de moradores de cada região. Com base nisso, a que mais aplicou as doses recebidas é o Vale de Aosta (87,4% - 28.376 doses administradas), seguida pelo Vêneto (83,7% - 1.059.733) e pela Província Autônoma de Bolzano (81,6% - 118.258).

Porém, no último relatório detalhado por região e idade, em 27 de março, o ministro da Saúde, Roberto Speranza, afirmou que apenas 23,52% do público acima dos 80 anos havia sido imunizado. .
   

Ansa - Brasil   
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