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Síria se preocupa mais com terrorismo do que com guerra

Declaração terminou com a perspectiva de uma retomada das negociações de paz em um futuro próximo, apesar dos esforços do enviado da paz da ONU, nomeado para reiniciar as negociações

29 set 2014
16h41
atualizado às 16h42
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A Síria não vai iniciar negociações para acabar com a guerra no país enquanto os militantes islamitas estiverem agindo, declarou nesta segunda-feira o ministro das Relações Exteriores sírio.

<p>Potências ocidentais aumentaram recentemente sua ajuda à oposição moderada síria, incluindo a formação militar dos rebeldes para que combatam com mais força os jihadistas do Estado Islâmico</p>
Potências ocidentais aumentaram recentemente sua ajuda à oposição moderada síria, incluindo a formação militar dos rebeldes para que combatam com mais força os jihadistas do Estado Islâmico
Foto: EFE

"Nós não podemos iniciar qualquer solução política enquanto o terrorismo seguir descontrolado na Síria", afirmou o chanceler Walid Moualem perante a Assembleia Geral da ONU em Nova York.

A declaração terminou com a perspectiva de uma retomada das negociações de paz em um futuro próximo, apesar dos esforços do enviado da paz da ONU, Staffan de Mistura, que foi nomeado em julho para reiniciar as negociações.

Moualem desqualificou a oposição síria reconhecida pelo Ocidente para abordar as negociações de paz, dizendo que não tem credibilidade e segue "ordens de seus mestres no Ocidente".

"Estamos abertos a uma solução política na Síria, com uma oposição real. (...) Isso não depende do exterior", disse o ministro.

As potências ocidentais aumentaram recentemente sua ajuda à oposição moderada síria, incluindo a formação militar dos rebeldes para que combatam com mais força os jihadistas do Estado Islâmico (EI).

Moualem criticou os países que apoiam os grupos islâmicos em um ataque implícito aos países do Golfo, de onde o EI e a Frente Al-Nosra recebem apoio financeiro e militar.

O diplomata sírio indicou ainda que a luta contra a ameaça islamita "é certamente possível através de ataques aéreos", como os realizados pela coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos contra posições jihadistas na Síria e no Iraque.

No entanto, ele ressaltou que "a coisa mais importante a fazer é deter os Estados que os armam, apoiam, treinam, financiam e contrabandeiam para grupos terroristas."

O Conselho de Segurança da ONU aprovou uma resolução que obriga os países a tomar medidas no sentido de reprimir os meios financeiros e o fluxo de combatentes estrangeiros a esses grupos.

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AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 

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