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ONU: é 'primordial' que a Síria se desfaça de armas químicas

7,2% do arsenal de armas químicas da Síria ainda estão dentro das fronteiras do país; autoridades alegam que elas não podem ser retiradas por razões de segurança

4 jun 2014
19h35
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<p>Sigrid Kaag, coordenadora especial da Organiza&ccedil;&atilde;o para a Proibi&ccedil;&atilde;o de Armas Qu&iacute;micas-Na&ccedil;&otilde;es Unidas, participa de&nbsp;coletiva de imprensa em Damasco, em &nbsp;27 abril&nbsp;</p>
Sigrid Kaag, coordenadora especial da Organização para a Proibição de Armas Químicas-Nações Unidas, participa de coletiva de imprensa em Damasco, em  27 abril 
Foto: Reuters

A coordenadora da ONU para o desarmamento químico da Síria, Sigrid Kaag, reiterou nesta quarta-feira o governo do presidente Bashar al Assad que se desfaça de seus últimos contêineres de armas químicas.

Kaag explicou, durante coletiva de imprensa na sede da ONU, em Nova York, que 7,2% do arsenal de armas químicas da Síria ainda estão dentro das fronteiras do país.

Os produtos tóxicos estão acondicionados e se encontram no mesmo local, mas não podem ser retirados por razões de segurança, argumentam as autoridades sírias.

"Pedimos a todos os Estados-membros (da Organização para a Proibição de Armas Químicas, OPAQ) para usar sua influência para garantir a entrega imediata das últimas armas químicas", disse Kaag, acrescentando que ela retornaria a Damasco em alguns dias.

Kaag destacou ser "primordial" que os Estados-membros da OPAQ mantivessem a pressão sobre Damasco para que se livre de suas armas químicas.

Em virtude de um acordo russo-americano de setembro de 2013, ratificado pela ONU, a Síria deverá destruir seu arsenal de armas químicas até 30 de junho.

Mas a saída deste armamento do país atrasou e a Síria, destroçada por uma guerra civil que já dura três anos, deixou passar várias datas limite.

No fim de maio, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, explicou que a missão conjunta da ONU e da OPAQ seguirá com seus trabalhos após 30 de junho.

As armas químicas devem sair da Síria pelo porto de Latakia a bordo de navios dinamarqueses e noruegueses e ser destruídas em um navio americano preparado para este fim.

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